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Crânio de Shakespeare pode ter sido roubado no século 18, aponta estudo

Production Company/Channel 4
Pesquisadores analisam túmulo de William Shakespeare Imagem: Production Company/Channel 4

Do UOL, em São Paulo

23/03/2016 15h13

O primeiro estudo arqueológico do túmulo de William Shakespeare (1554-1616) aponta que o crânio do escritor pode ter sido roubado no século 18, confirmando a história da revista Argosy, publicada em 1879, que datava o desaparecimento em 1794.

Enterrado na Holy Trinity Church, no Reino Unido, milhares de fãs e curiosos passam pelo local todo ano. E a expectativa é que esse número aumente em 2016, quando sua morte completa 400 anos.

Na tumba do autor, o escrito "[...] Bendito seja o homem que poupar essas pedras, E amaldiçoado seja aquele que mover meus ossos" é a única inscrição visível.

"Ladrões de túmulos eram comuns nos séculos 17 e 18. As pessoas queriam crânios de celebridades para tentar analisar o que as tornava diferentes", diz Kevin Colls, arqueologista que lidera o time de pesquisa.

"Acabamos nos deparamos com algo estranho na parte de baixo do túmulo. Ficou óbvio, com os dados coletados, que havia algo diferente naquele lugar. Observamos sinais de distúrbios, de material sendo cavado e devolvido.", afirmou Colls.

Production Company/Channel 4
Imagem: Production Company/Channel 4

O estudo

Os pesquisadores usaram um radar não invasivo para analisar o túmulo de Shakespeare, desmistificando alguns boatos. Um das histórias contava que o escritor tinha sido enterrado em pé, igual o amigo e autor Ben Johnson. A equipe de Colls comprovou que o corpo foi colocado deitado.

Outra afirmava que ele estava a mais de 5 metros abaixo do solo, justamente para não ser "perturbado". A pesquisa confirmou que o criador de "Romeu e Julieta", na verdade, está sob 1 metro de terra.

O Reverendo Patrick Taylor não parece satisfeito, "Nós sabemos muito mais agora como Shakespeare foi enterrado e a estrutura de sua tumba. Entretanto, não estamos convencidos de que a caveira foi roubada".

"Queremos continuar a respeitar a santidade do seu túmulo, de acordo com os desejos do autor. Devemos viver com o mistério que ronda o túmulo de Shakespeare", termina o reverendo.

 

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