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Em último conto, Rowling apresenta a comunidade mágica dos EUA nos anos 20

David Cheskin/AFP
A escritora J.K.Rowling, criadora da saga "Harry Potter" Imagem: David Cheskin/AFP

Do UOL, em São Paulo

11/03/2016 11h41

A escritora J.K. Rowling, criadora da série "Harry Potter", publicou nesta sexta-feira (11), no site oficial da saga, o quarto e último conto da série sobre a história da magia nos Estados Unidos. Desta vez, a história foca na comunidade mágica norte-americana nos anos 1920 (leia em português no site oficial da saga, Pottermore).

A série "História da Magia na América do Norte" revela o passado dessa parte ainda inexplorada do universo mágico, como preparação para a estreia do filme "Animais Fantásticos e onde Habitam", em novembro. O longa se passa nos EUA durante uma visita de Newt Scamander (Eddie Redmaine), autor de um livro didático fictício usado por Harry, Rony e Hermione na escola de bruxaria de Hogwarts.

Reprodução/Facebook/Pottermore
Imagem do conto "História da Magia na América do Norte: A comunidade bruxa norte-americana na década de 1920", de J.K. Rowling Imagem: Reprodução/Facebook/Pottermore

No novo conto, Rowling revela que os bruxos tiveram participação de ambos os lados na Primeira Guerra Mundial, mas mesmo assim a comunidade mágica dos EUA se manteve segregada devido a uma lei criada no século 18, quando ocorreu um vazamento de informações e perseguição de muitos bruxos. Uma grande rebelião em 1892 fez com que o Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (conhecido pela sigla Macusa, do nome em inglês Magical Congress of the United States of America) mudasse sua sede de Washington para Nova York, onde permaneceu até os anos 1920.

A escritora também apresenta os principais produtores de varinhas na América, cujo uso era controlado de perto pelo Macusa. Mesmo assim, Ilvermorny, a escola de magia norte-americana oferecia uma excelente educação, que fez com que os norte-americanos fossem exímios no uso das varinhas.

A situação da comunidade mágica durante a Lei Seca, que proibia os não-majs (termo usado nos EUA para os "trouxas", ou seja, as pessoas que não têm poderes mágicos) de consumirem álcool, também é abordada. Leia o trecho:

Ao contrário da comunidade não-maj na década de 1920, bruxos e bruxas tinham permissão do MACUSA para consumirem álcool. Muitos críticos dessa política argumentaram que isso colocava os cidadãos mágicos em evidência nas cidades cheias de não-majs sóbrios. Entretanto, a presidente Picquery, em um de seus raros momentos de descontração, alegou que ser um bruxo nos Estados Unidos já era uma situação dura demais. — A birita — como disse ela de forma memorável ao seu Chefe de Gabinete — é inegociável.

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Imagem do conto "História da Magia na América do Norte: Século 14 - Século 17", de J.K. Rowling Imagem: Reprodução/Facebook/Pottermore

O primeiro conto, lançado na terça-feira, enfocou o período entre os séculos 14 e 17. Nele, Rowling conta que os bruxos já conheciam o "novo mundo" muito antes da "descoberta" pelos europeus não-majs e que as comunidades mágicas já mantinham contato desde a Idade Média. Ela também revelou que alguns bruxos tinham posições importantes nas comunidades indígenas, por suas habilidades com plantas e animais mágicos, enquanto outros foram perseguidos.

a segunda história, publicada na quarta, trata da comunidade mágica nos EUA a partir do século 17 , e conta que a colonização da América também fez com que mais bruxos e bruxas chegassem ao "novo" continente, principalmente fugindo de perseguições por parte dos não-majs ou de outros bruxos.

Reprodução/Facebook/Pottermore
Imagem do conto "História da Magia na América do Norte: Do século 17 em diante", de J.K. Rowling Imagem: Reprodução/Facebook/Pottermore

Rowling revela também a existência de um grupo de bruxos mercenários autoritários e corruptos, os Purgantes, que aterrorizaram a comunidade mágica, e seu envolvimento com os famosos julgamentos das bruxas de Salém, entre 1692-93. O conto explica que um dos principais efeitos de Salém foi a criação em 1693 de uma câmara representativa dos bruxos, o Macusa, quase um século antes da criação da versão não-maj. Foi a primeira vez em que a comunidade bruxa norte-americana se organizou em torno de leis próprias, como na maioria dos outros países.

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Imagem do conto "História da Magia na América do Norte: A Lei Rappaport", de J.K. Rowling Imagem: Reprodução/Facebook/Pottermore

No terceiro conto, Rowling aborda a lei que segregou a comunidade mágica dos não-majs, criada pelo Macusa em 1790 depois que a filha de um alto funcionário se apaixonou por um não-maj antibruxas e revelou para ele a localização do Macusa e de Ilvermorny, além de revelar informações sobre a comunidade mágica, sem perceber suas más intenções. O vazamento dessas informações gerou perseguição aos bruxos e bruxas e envergonhou o Macusa perante a comunidade mágica mundial.

Veja o vídeo de apresentação da série (em inglês):

Pottermore: Magic in North America

The wizarding world is much larger than you imagined. Learn more about J.K. Rowling's #MagicInNorthAmerica now. #FantasticBeasts http://bit.ly/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado por Entertainment Weekly em Segunda, 7 de março de 2016


A iniciativa vai até sexta-feira (11) e os contos serão divulgados sempre às 11h, no site pottermore.com.

O filme "Animais Fantásticos..." é o primeiro de uma nova trilogia do universo de Harry Potter e se passa cerca de 70 anos antes dos acontecimentos relatados nos livros da série. Os novos filmes focam nas viagens pelo mundo de Newt Scamander, que anteriormente aparecera apenas como autor do livro didático sobre criaturas mágicas usado na escola de magia de Hogwarts. No primeiro filme ele vai para os EUA e acaba deixando várias criaturas escaparem de sua maleta. A produção também marca a estreia de Rowling como roteirista de cinema.

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