Livros e HQs

Livros para colorir chegam à Bienal perdendo fôlego de vendas

Rodrigo Casarin

Colaboração para o UOL, no Rio

04/09/2015 17h38

As vendas continuam boas, mas os livros para colorir não atraem mais as pessoas – ou ao menos não vendem mais – como antes. Esse é um fato que os próprios editores presentes na 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro com obras do tipo assumem. Se no começo do ano, entre os meses de fevereiro e maio, volumes praticamente desapareciam das livrarias assim que eram colocados à disposição do público, fornecedoras de papel não conseguiam suprir as enormes demandas para novas reimpressões e era difícil até mesmo encontrar caixas de lápis de cor para que o pintor desse vida às paginas em preto e branco, agora a realidade é muito menos superlativa.

Casa de best-sellers do gênero, a Sextante, por exemplo, chegou a vender 200 mil exemplares de “Jardim Secreto”, de Johanna Basford, em uma semana. Agora, cerca de 20 mil unidades do livro saem por mês – o que continua sendo um número muito importante para o mercado editorial, mas próximo à realidade de grandes vendedores de outros gêneros. 
 
“As vendas caíram bastante por conta da competitividade, porque diversos livros genéricos acabaram saturando o mercado”, diz Neyde Corte, diretora comercial da Sextante, que entende por “genéricos” aqueles que pegaram carona no sucesso das obras desenhadas por Johanna.
 
Carolina Christo, editora assistente da Gutemberg e da Nemo, que inclusive conta com novos livros para colorir em seu estande, tem uma visão semelhante. “O boom foi por volta de maio, mas as vendas já começaram a cair. Agora são livros que vendem bem, mas não têm mais aquilo de reimpressões semanais. Só não sabemos se nos próximos meses diminuirão ainda mais ou se as vendas voltarão a crescer por conta do Natal”.
 
Outro que assume a diminuição nas vendas dessas obras é Mauro Palermo, diretor geral de Livros da Globo Livros. “Há uma acentuada queda nos números”, afirma ele, que também conta que o único título do tipo da editora que mantém o fôlego de outrora é “Philia Para Colorir”, que, assinado por Padre Marcelo Rossi, já ultrapassou a marca de 100 mil exemplares comercializados.
 
Mas isso, entretanto, não significa que as obras estejam à margem na Bienal. A própria Sextante, por exemplo, reservou um bom espaço do seu estande para que pessoas fiquem à vontade para pintarem as paredes que, no início do evento, contavam apenas com desenhos descoloridos. Há ainda novas apostas no segmento, como a da editora Alta Books, que publicou uma obra do gênero em sua série “Para Leigos”. Nela, os pintores primeiro aprendem técnicas de pinturas para depois chegarem às ilustrações. “É para aprender e depois relaxar”, explica Anderson Vieira, gerente da casa. “Depois que aprendeu um pouco, relaxa, do mesmo jeito que muita gente lê para depois dormir”.
 

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