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Biblioteca altera rotina dos internos na Fundação Casa, em São Paulo

Rodrigo Casarin

Do UOL, em São Paulo

24/08/2015 12h24

No primeiro semestre de 2015, a Fundação Casa da Vila Guilherme, responsável por realizar medidas socioeducativas com adolescentes infratores, uniu-se ao Instituto Brasil Leitor (IBL) para inaugurar a Biblioteca Jovem.

O contato com os livros tem alterado a rotina dos internos, e foi isso que o escritor Ferréz foi conferir, a convite do UOL. A ideia era que, além de conhecer o lugar, o autor de livros como “Capão Pecado” conversasse com os garotos e tentasse compreender como o livro e a leitura poderiam ser objetos de transformação.

"O livro abre a mente", disse um dos internos, que também mostrou uma poesia escrita em homenagem à mãe.

A aposta do IBL –que há 15 anos constrói bibliotecas destinadas às crianças, aos jovens e à comunidade em lugares como escolas, hospitais e terminais de ônibus– é que o espaço com mais de 900 livros, instrumentos musicais e jogos, sirva para complementar as atividades pedagógicas realizadas pela Fundação e auxiliem os adolescentes a exercitar e ampliar sua capacidade de expressão.

"Dizem que esses meninos não têm cultura, só que todos eles sabem letras quilométricas de rap de cor, e todos eles conhecem os escritores da periferia. Então, eles têm cultura sim, só não é a cultura dita erudita", conclui Ferréz, um dos escritores que mais entende da realidade do jovem periférico – e quase todos que estão na Fundação Casa da Vila Guilherme cresceram em periferias.

Autor de obras já clássicas da literatura marginal, como o próprio “Capão Pecado” e “Ninguém É Inocente em São Paulo”, o escritor faz questão de reafirmar que a literatura possibilitou que conhecesse o mundo, apesar de jamais ter deixado de viver no Capão Redondo, bairro pobre da zona sul de São Paulo.

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