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Restauração de obra de Tomie Ohtake destruída em incêndio ainda não começou

12/02/2015 17h15

A restauração de uma obra de arte em tapeçaria feita por Tomie Ohtake em 1989 para o auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, destruída em um incêndio em 29 de novembro de 2013, ainda não começou a ser feita. A artista faleceu nesta quinta-feira (12), aos 101 anos.

A peça foi encomendada em 1989 por Oscar Niemeyer e ocupava toda a parede lateral do auditório, com 800 metros quadrados. Ela era a maior obra da artista em exposição no Brasil. 
 
Assim que soube que sua obra tinha sido destruída, Tomie formalizou junto ao Memorial a intenção em colaborar com a restauração da tapeçaria. Com a morte da artista, o Instituto Tomie Ohtake ficará encarregado de auxiliar a restauração, juntamente com o filho da artista, Ruy Ohtake.
 
De acordo com a assessoria de imprensa do Memorial, a restauração da obra só poderá começar a ser feita após a reforma do auditório ser concluída. Esta reforma, no entanto, ainda está em sua primeira fase e não tem prazo para ficar pronta. A parede onde a obra estava exposta, hoje está vazia. 
 
Além da obra de Tomie, o auditório abrigava também outras obras de arte, como a escultura Pomba, feita pelo mineiro Alfredo Ceschiatti. Embora o auditório possuísse seguro, as obras não estavam seguradas. Os custos e as despesas de restauro, segundo a assessoria do Memorial, serão bancadas pelo governo do Estado. 

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