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Autora de "A Seleção" diz que inspirou-se em Cinderela e na Bíblia

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A autora da série "A Seleção", Kiera Cass Imagem: Divulgação

Mariane Zendron

Do UOL, em São Paulo

21/08/2014 07h00

America, Aspen e Maxon vivem, desde 2012, um triângulo amoroso em um futuro distópico, no qual a sociedade é dividida por castas. Semelhanças com "Jogos Vorazes" ou "Divergente" são meras coincidências: os três são personagens da trilogia de sucesso "A Seleção", escrita pela norte-americana Kiera Cass e publicada em mais de 20 países. Com 400 mil exemplares vendidos somente no Brasil, a escritora é uma das atrações Bienal do Livro de São Paulo, que abre as portas ao público a partir da próxima sexta-feira (22), no Anhembi.

Apesar de ter lançado o primeiro livro da série em 2012, Kiera diz que criou a história muito antes de "Jogos Vorazes" (2008) existir. "Eu não encontrei um lugar no passado que eu gostasse [para ambientar a história] e, por isso, criei esse país no futuro", contou ela, por telefone, ao UOL. No enredo que criou, America Singer é uma artista da casta cinco. Ela é apaixonada por Aspen, que pertence a uma casta abaixo. A jovem precisa esquecer esse amor ao ser selecionada para um competição que escolherá a nova princesa para o príncipe Maxon.

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No primeiro livro da série "A Seleção", 35 garotas disputam o coração do príncipe Maxon Imagem: Divulgação
 

Apesar das semelhanças, Kiera diz que Suzanne Colins, a autora de "Jogos Vorazes", fez coisas que ela teve medo de fazer. "Ela fez perguntas mais difíceis e mais profundas. Meus livros são mais leves e têm muito dos contos de fada", garante. Apesar de compreender as comparações, a autora diz que sua história foi inspirada no clássico "Cinderela" e na história de Ester, presente na Bíblia.

Assim como America, Ester foi obrigada a participar de um concurso para escolher uma nova rainha para Assuero, rei dos persas. Ao ser escolhida, Ester conquistou o coração do rei e salvou os judeus. "Fiquei pensando sobre o coração de Ester. Será que, antes de se sacrificar pelo seu povo, ela não era apaixonada por outro homem?", questiona Kiera.

Em relação a "Cinderela", o interesse da escritora vai além do sapatinho de cristal. "A Cinderela nunca pediu por um príncipe, ela só queria uma noite de folga e um belo vestido. Quando o príncipe aparece, me pergunto: 'Ela está feliz? Conseguiu o que realmente queria?'" Além disso, personagens de origem humilde encantam a escritora, que foi desenvolvendo os livros de sucesso a partir desse mix inusitado.

 

Tragédia real

Apesar de levar às páginas sonhos, palácios, vestidos de festas e amor, Kiera começou a escrever depois de uma tragédia real. Em 2007, ela morava em Virginia, nos Estados Unidos, quando um estudante matou 32 colegas em um campus, o que ficou conhecido com o Massacre de Virginia Tech. Na época, o marido da autora trabalhava na faculdade e, apesar de ter saído ileso, o episódio deixou marcas profundas em Kiera, que começou a escrever como uma espécie de terapia.

Essa será a segunda vez que a escritora vem ao Brasil --a primeira foi em outubro de 2013. Do país, ela lembra que "os fãs são muito animados" e que "isso é demais". Dessa vez, a autora vai bater um papo com os leitores no dia 23 de agosto, às 18h, na Bienal, em um espaço batizado de Arena Cultural, destinado aos autores best-sellers. Depois, ela participará de sessões de autógrafo em Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro. 

Dias antes de embarcar para a Bienal de São Paulo, Kiera anunciou mais dois livros da série. O quarto volume, "The Heir" (O Herdeiro), está previsto para maio de 2015. O quinto romance, ainda sem título, será lançado em 2016.

Kiera Cass na Bienal do Livro de SP

Onde: Arena Cultural, Pavilhão de Exposições do Anhembi
Quando: Sábado (23/10)
Horário: 18h - Bate-papo com a escritora
19h30 - Sessão de autógrafos da série A Seleção; É necessário retirar senha a partir das 10h no Espaço de Autógrafos (J200). Sujeito à lotação

23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: de 22 a 31 de Agosto de 2012
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana)
Horário de visitação: de segunda a sexta-feira das 9 às 22h (com entrada até as 21h); sábados e domingos, das  das 10h às 22h (com entrada até as 21h)
Ingressos: R$ 12 (segunda, terça, quarta e quinta) R$ 14 (sexta, sábado e domingo)

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