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Estrela da Broadway Elaine Stritch morre aos 89 anos

Suzanne Plunkett/AP
A atriz Elaine Stritch, ao receber o prêmio Tony especial por seu show solo "Elaine Stritch: at Liberty", em Nova York, em 2002 Imagem: Suzanne Plunkett/AP

Do UOL, em São Paulo

17/07/2014 15h57

Estrela de grandes sucessos da Broadway como “Elaine Stritch at Liberty” e “Show Boat”, nomeada diversas vezes ao prêmio Tony e vencedora de três Emmys, a atriz Elaine Stritch morreu nesta quinta-feira (17) aos 89 anos, de causas naturais, em sua casa em Birmingham, no Estado americano de Michigan, informam a revista "Variety" e a rede de TV CBS.

Conhecida pelas parcerias com o compositor de musicais Stephen Sondheim e por ser uma estrela atípica nos palcos e nas telas, Stritch rapidamente conquistou a sua reputação ao interpretar personagens definidos como amargos e mundanos.

No espetáculo “Elaine Stritch at Liberty”, pelo qual recebeu um Tony especial em 2002 e no qual atuava sozinha, por exemplo, a atriz falava francamente sobre problemas com o alcoolismo e sobre sua colorida, porém destrutiva, vida amorosa. Já seu papel como a alcoólatra Claire em “A Delicate Balance” lhe rendeu uma nomeação ao prêmio Tony de melhor atriz em 1996.

Na televisão, Stritch fez sucesso nos últimos anos na série “30 Rock”, da NBC, na qual ela interpretava a difícil e maluca mãe do personagem de Alec Baldwin, conquistando cinco nomeações ao Emmy e ganhando o prêmio em 2007. Ela ainda impressionou como uma advogada feroz e defensora da ética em “Law & Order”, papel que lhe rendeu outro Emmy em 1993. Fora isso, atuou em diversas séries de TV desde os anos 1950.

Suas atuações no cinema incluem “Adeus às Armas” (1957), adaptação do romance de Ernest Heminghway; “Setembro” (1987) e “Trapaceiros” (2000), ambos de Woody Allen, a comédia “Um Conquistador em Apuros” (1990), com Robbin Williams, e o romântico “Outono em Nova York” (1990), com Richard Geere e Wynona Rider.

Nascida em Detroit, Stritch estudou atuação com Marlon Brando e, uma vez, disse sobre o seu trabalho: “Há muitas coisas que faço que não quero, mas  tenho que fazer. Para mim, existe uma verdadeira e emocional necessidade atuar.” Sua estreia nos palcos foi em 1944, em Nova York, substituindo Ethel Merman na peça “Call Me Madam”.

Sua relação profissional com Sondheim durou décadas. Ela tornou famosa a engraçada canção “The Ladies Who Lunch”, da peça “Company”, de 1970, além de cantar “I’m Still Here”, em seu show solo de 2002.

Em 2010, Stritch substituiu Angela Lansbury como Madame Armfeldt em “A Little Night Music”, na Broadway. A vida atriz ainda foi tema do documentário “Elaine Stritch: Shoot Me”, de 2013, dirigido por Chiemi Karasawa.
 

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