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Casarão tombado na avenida Paulista vai virar Museu da Diversidade Sexual

Rodrigo Capote/UOL
Fachada do Casarão Franco de Mello, na avenida Paulista, que será transformado em Museu da Diversidade Sexual Imagem: Rodrigo Capote/UOL

Do UOL, em São Paulo

04/05/2014 15h15

Um dos poucos casarões remanescentes na avenida Paulista, em São Paulo, localizado no número 1.919, será transformado em Museu da Diversidade Sexual.

A notícia foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin, em entrevista coletiva durante a Parada LGBT, neste domingo (4).

Conhecido como Casarão Franco de Mello, o imóvel é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e estava sem a manutenção necessária nos últimos anos, servindo como espaço para eventos esporádicos, de feiras de adoção de animais a pré-estreia de filme de terror.

Vizinho do parque Mário Covas, o imóvel possui 600 metros quadrados de área construída e terreno com total de 2,7 mil metros quadrados. Assim como a Casa das Rosas, o casarão construído em 1905 e ampliado em 1921 é um dos últimos remanescentes da primeira ocupação da avenida Paulista, no início do século 20.

"A decisão valoriza o Museu da Diversidade, que ganhará mais espaço físico para o desenvolvimento de suas atividades em um endereço que é significativo para o tema, já que a Avenida Paulista sempre foi parte do percurso da Parada LGBT", afirma o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo.

A ação de desapropriação indireta ainda não foi concluída e o governo aguarda decisão judicial de imissão na posse para dar início ao restauro e, posteriormente, à implantação do museu.

Segundo o governo, em função da natureza e da localização do imóvel, o museu também terá uma seção dedicada à preservação da memória da casa e do histórico de ocupação da avenida Paulista, de moradia da elite cafeeira a espaço de manifestações populares.

Criado em 2012, o Museu da Diversidade Sexual recebeu cerca de 35 mil visitantes em 2013, em espaço expositivo na estação República do metrô, que será mantido. A casa histórica servirá como sede principal, para ampliar as ações culturais e e de preservação, estudo e difusão da memória da população LGBT.

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