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Vargas Llosa descarta novo "boom latino-americano" na literatura

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O escritor Mario Vargas Llosa se prepara para receber oNobel de Liberatura em Estocolmo durante cerimônia de entrega oficial (10/12/2010) Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/04/2014 10h22

O escritor peruano Mario Vargas Llosa descatou a possibilidade de haver um novo "boom latino-americano" (movimento literário das décadas de 60 e 70 do qual participaram o próprio Vargas Llosa,  Cortázar, Carlos Fuentes e García Márquez) pois, ainda que constantemente apareçam bons escritores, esse não despertam a mesma surpresa que a geração da década de 1970.

Homenageado com o prêmio Nobel de Literatura em 2010, Vargas Llosa fez a reflexão na W Radio, em uma das poucas entrevistas que concederá a publicações colombianas durante sua estadia em Bogotá sobre a Feira do Livro de Bogotá, que começa nesta quarta-feira (30) e tem o Perú como pais homenageado.

O escritor disse que, a partir dos aos 1960, é despertada uma curiosidade sobre a América Latina, em parte originada pela revolução cubaba. "Passam a descobrir autores que estavam escrevendo há muito tempo uma literatura muito original e muito rica", disse.

De acordo com Vargas Llosa, há uma ocnstante renovação no México, Argentina e Brasil, entre outros países da América Latina, bem como na Espanha e em Portugal e, na ausência de uma linguagem comum coo foi o realismo mágico, abriram as portas para que surgisse uma literatura diversificada.

Vargas Llosa revelou que acabou de escrever uma peça baseada nas histórias do humanista italiano Giovanni Boccaccio e que há na Colômbia três projetos de adaptação para filmar seus livros "Tia Julia e o Escrevinhador", "A Festa do Bode " e "O Herói Discreto" .

"Estou muito feliz e grato à Colômbia (por estas iniciativas) Minha única preocupação é que saia uma boa obra para entreter o público colombiano", disse ele.

Quanto aos seus planos para o futuro, disse: "Eu nunca parei de escrever, morrerei escrevendo", disse ele, pois essa atividade com que se ganha a vida é " um prazer supremo". "Isso só me faz gostar de ler, tanto quanto a escrita", acrescentou.

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