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UOL indica os 10 melhores livros que não estão nas listas de mais vendidos

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De biografias a romances, as obras de 2013 que merecem maior destaque Imagem: Divulgação

Guilherme Solari

Do UOL, em São Paulo

24/12/2013 07h00

O ano de 2013 contou com a chegada de uma série de best-sellers religiosos e a enxurrada erótica dos livros da série "Cinquenta Tons". Mas também chegaram às livrarias pérolas escondidas que também merecem um destaque maior. Veja abaixo alguns dos principais.

"Em Busca de Um Final Feliz", de Katherine Boo (Novo Conceito)

Vencedor do National Book Award de 2012, é um livro reportagem de grande profundidade e sensibilidade que expõe os limites da miséria humana. A jornalista Katherine Boo morou por três anos na favela de Annawadi, em Mumbai, na Índia, e juntou uma grande quantidade de relatos para construir a história.

Mesmo para nós, que vivemos em um país de grande desigualdade, é impressionante a miséria dessa comunidade que vive ao lado de um moderno aeroporto internacional. Annawadi é um lugar de fome e doença onde a luta pela sobrevivência traz o mais mesquinho e perigoso. Um retrato poderoso do encontro entre o lado mais negro da globalização com o sistema indiano de castas.

"A Longa Caminhada Até a Liberdade", de Nelson Mandela (Nossa Cultura)

Um lançamento de 2012, mas que tem uma mais que merecida menção honrosa devido à morte de um dos maiores símbolos humanitários da história da humanidade. Esta é a autobiografia de Nelson Mandela, que começou a ser escrita às escondidas enquanto o líder sulafricano estava em sua prisão de 27 anos.

É uma vida impressionante, que vai da infância em uma comunidade tribal no interior da África do Sul, formação em escolas eurocêntricas, atuação de advogado, ativismo político contra o Apartheid, guerrilheiro procurado, prisioneiro por três décadas e presidente de seu país. Além de acompanhar sua vida, o livro é também uma biografia do pensamento de Mandela. Da ingenuidade infantil à progressiva maturidade política.

"Stephen King: Coração Assombrado", de Lisa Rogak (Darkside)

Indicado ao prêmio Edgar Allan Poe de melhor biografia, o livro mostra como Stephen King talvez tenha se tornado um mestre do terror porque é aterrorizado por tudo. Seus medos incluem escuro, cobras, ratos, terapeutas, voar, o número treze, lugares fechados e bloqueio de autor.

Com mais de 60 livros e uma infinidade de contos, a biografia mostra como King não escreve propriamente, mas exorciza seus temores através da escrita. A trajetória do escritor é acompanhada de forma minuciosa, chegando a contemplar a vida dos pais de King e uma breve história do Estado norte-americano do Maine, os anos de penúria antes do lançamento de “Carrie: A Estranha”, o auge do vício em álcool e cocaína nos anos 1980, a relação com fãs malucos e vai até os dias atuais, fazendo um paralelo entre as diversas histórias de King e sua vida.

"Bela Baderna", organizado por Andrew Boyd e Dave Oswald Mitchell (Edições Ideal)

Em um ano marcado por manifestações de rua no Brasil, nada mais apropriado que uma coletânea de ensaios de como causar nas ruas. O livro traz artigos de ativistas veteranos com estratégias criativas de como fazer as vozes das ruas serem ouvidas pelo poder público.

Há textos sobre como manter uma postura não-violenta, organizações de massa, greves, flash mobs e até tática de uso de memes e como divulgar nas redes sociais. Um guia prático que pode ser muito útil antes das próximas eleições.

"Jogador Nº 1", de Ernest Cline (Leya)

Um romance em um futuro distópico arruinado por uma grande recessão. As pessoas saíram do mundo real para viverem em um jogo online chamado OASIS, onde seu criador escondeu chaves para a sua fortuna.

Wade Watts é um dos jovens na caçada e precisa seguir pistas que envolvem filmes, séries, músicas e cultura pop dos anos 1980.

Um romance para jovens adultos completamente Geek, repleto de referências tecnologia, internet e a cultura de games

"Wild Cards Vol. 1: O Começo de Tudo", editado por George. R. R. Martin (Leya)

Primeiro volume de um coletânea clássica dos anos 1980 que reinventou os super heróis dos quadrinhos para a literatura, misturando superpoderes com a história do século 20. "Wild Cards" é editado por George. R. R. Martin autor dos livros "Crônicas de Gelo e Fogo", que geraram a série "Game of Thrones".

Na história, super heróis se tornaram um fenômeno comum pouco após a Segunda Guerra, quando um vírus alienígena é dispersado em Nova York, matando a maioria dos infectados e dando habilidades – ou defeitos – aos sobreviventes. Há um certo “efeito Forrest Gump” ao integrar figuras do século 20 à história. A caça às bruxas anticomunista dos anos 1950 vira um perseguição a pessoas com poderes e as lutas pelos direitos civis dos anos 1960 viram lutas pelos direitos dos jokers, aqueles deformados pelo vírus.

"Banksy: Por Trás das Paredes", de Will Ellsworth-Jones (Nossa Cultura)

Banksy é uma espécie de super-herói da arte contemporânea - completo com identidade secreta. Ele consegue questionar e satirizar a ordem estabelecida enquanto é aceito por ela. Sua arte foi considerada pichação e vandalismo e hoje é leiloada a milhares de dólares.

"Por Trás das Paredes" delineia a trajetória do artista com relatos de conhecidos e opositores, mostrando sua luta contra as autoridades e tentativas de controlar sua imagem e as de suas obras. Há também relatos das recorrentes tentativas de comercializar as obras de Banksy, como gastos de milhares de libras para retirar paredes e preservar caixas d’água sucateadas.

"Nu, de Botas", de Antonio Prata (Companhia das Letras)

Uma viagem bem-humorada do escritor Antônio Prata de volta à sua infância. O cronista e escritor de 36 anos - filho do escritor Mário Prata - relembra com humor sua primeira casa, os amigos da vila, as férias na praia, os desenhos animados da tevê, a primeira paixão e o sexo descoberto nas revistas pornográficas.

Prata não se limita a lembrar de forma saudosista como adulto, no entanto, mas reviver com o olhar infantil, resgatando o lirismo e encanto dos seus primeiros anos e toda uma geração de paulista de classe média que cresceu nos anos 1970 e 1980.

"Os Filhos da Noite", de Dennis Lehane (Companhia das Letras)

Considerado pelo NY Times como "uma aula de mistério", "Os Filhos da Noite" recria o período da Lei Seca em Boston, com uma história repleta de gângsters, jazz, femmes fatales, corrupção policial, destilarias clandestinas e bares escondidos.

O livro acompanha Joe Coughlin, que apesar de filho de um policial se voltou para a o crime. Joe sobe pelos escalões do crime organizado em um jornada perigosa e ensandecida.

Um épico em livro aos moldes de filmes como "Scarface" e "Os Bons Companheiros".

"O Mundo do Exterminador", de Orson Scott Card (Intrínseca)

Uma coletânea de ensaios sobre o universo de "O Jogo do Exterminador", um dos maiores clássicos da ficção científica e que chegou aos cinemas recentemente com Asa Butterfield e Harrison Ford no elenco.

Os artigos reúnem autores de diferentes perfis estrategistas militares até autores de best-sellers de literatura infantojuvenil, que discorrem temas como liderança, respeito à alteridade, regras literárias e sobrevivência.

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