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"Realidade é mais caricatural do que a caricatura", diz Paulo Caruso

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Do UOL, em São Paulo

17/12/2013 01h12

O cartunista Paulo Caruso disse nesta segunda-feira (16) no programa "Roda Vida", da TV Cultura, que a realidade é muitas vezes "mais caricatural do que a própria caricatura". "A caricatura acaba sendo superada pela realidade", disse, usando como exemplo um desenho que fez de policiais fazendo ronda no Cristo Redentor, depois de ser anunciado que a Guarda Nacional reforçaria a segurança da cidade. Pouco tempo depois, aconteceu na realidade como na charge.

Paulo, que geralmente se senta na bancada dos entrevistadores ficando responsável pelas charges dos entrevistados do programa, sentou-se no centro do Roda Viva nesta segunda para ser sabatinado junto com o irmão, Chico Caruso. Gêmeos univitelinos, eles falaram sobre charges e censura, além de terem discutido os limites do humor.

Chico Caruso lembrou o fato de, na ditadura, ser comum os chargistas fazerem três versões diferentes de desenhos para escapar da censura. "Para desenho era fácil fazer uma ideia agressiva, que você sabia que não ia passar, uma meio água com açúcar, e uma que era a que você queria passar", disse. "Isso dava pra gente muita versatilidade", completou.

Ele afirmou que a censura in loco não funcionava no Rio, "porque os jornalistas eram muito sedutores". "Tinha uma censora, os caras seduziram a mulher", disse, bem-humorado.

Para Paulo, o humorista Rafinha Bastos "perdeu o limite" quando fez a piada de que "comeria ela e o bebê", ao se referir a Wanessa Camargo, então grávida, durante um programa "CQC" em 2011. "Eu pensava que ele estivesse fazendo humor em cima das palavras, que comeria ela e o bebê do ponto de vista antropofágico", afirmou Paulo Caruso. "Depois ele disse que era do ponto de vista sexual. O Rafinha Bastos perdeu o limite. Não vem dizer não porque perdeu", completou.

Os irmãos comentaram ainda o fato de grandes nomes da música brasileira terem integrado um grupo contrário à publicação de biografias não autorizadas. "Acho que é um caso de astroelitismo. Juntaram os grandes compositores da música brasileira moderna e tentaram estabelecer limites a partir do que acham correto. Eu sou totalmente contra, não acho que tem que ter proibição nenhuma, e depois que se responda", disse Paulo. "Nos tribunais", completou Chico.

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