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Editoras investem em adaptações literárias de games; conheça os títulos

Guilherme Solari

Do UOL, em São Paulo

09/11/2013 06h00

Na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em setembro deste ano, uma multidão de jovens se enfileiraram para conversar com um autor que nunca escreveu um livro. Era o norte-americano Corey May, roteirista da série de videogames "Assassin's Creed", cujas adaptações literárias se tornaram um fenômeno editorial surpresa no país, tomando as listas de mais vendidos dos últimos anos e somando mais de 1 milhão de livros comercializados.

No total, cinco livros já foram lançados baseados no videogame que conta a história da guerra através dos séculos das facções dos Assassinos e dos Templários, além de uma HQ e o livro de arte "Assassin's Creed - Bandeira Negra", que chega em novembro às lojas. E este é apenas um dos exemplos mais recentes do segmento que está migrando de consoles e computadores para os livros.

"Os videogames são cada vez mais populares e têm uma base de jogadores bastante expressiva no país", disse ao UOL Ana Lima, editora da Galera Record que trouxe "Assassin's Creed" ao Brasil, além de "World of Warcraft", "Starcraft", "Diablo", "Resident Evil", "Battlefield", "Total War" e "Mass Effect". "Os livros estão entre os mais vendidos da editora e contrariam vários estereótipos, como que meninos não leem ou que quem joga [videogame] não lê".

Divulgação
Capa de "Assassin's Creed: Bandeira Negra". Novo título da saga que já vendeu mais de 1 milhão de livros no Brasil

Alguns títulos são adaptações literárias fiéis aos roteiros dos jogos, mas grande faz parte do chamado "universo expandido", histórias paralelas às contidas nos games. É uma estratégia muito semelhante àquela usada por franquias como "Star Wars", que tem dezenas de livros, alguns deles com personagens e narrativas que jamais apareceram nos filmes.

Um dos exemplos mais recentes é "Bioshock: Rapture", livro que conta a história da cidade submersa da popular franquia de tiro em primeira pessoa. "Temos olhado com bastante atenção para livros que dialoguem com outras mídias", contou o editor-assistente da Novo Século, Daniel Lameira. "Esse enriquecimento às tramas que só a prosa possibilita é um potencial para livros que envolvam personagens de quadrinhos, séries de TV, filmes e, é claro, os jogos". Ele contou também que a editora está negociando novos títulos do gênero, mas ainda não divulga quais são.

Um dos clássicos do suspense de terror nos games, "Resident Evil" tem a história de seu primeiro jogo recontada e ampliada em "Resident Evil - A Conspiração Umbrela". A editora Leya trouxe ao país dois livros da saga "God of War", violenta releitura dos mitos gregos que acompanha um ex-general espartano que quer se vingar dos deuses. Já a série "A Saga dos Forerunners", da editora Planeta, complementa a história dos jogos de "Halo", dos videogames Xbox.

O sucesso dos gêneros mostram que essas adaptações estão funcionando como porta de entrada à literatura. "Muitos leitores compram os livros por causa dos jogos e depois escrevem contando que nunca tinham lido um romance inteiro antes, e passam a se interessar por outros gêneros", contou também Ana Lima da Record. O inverso também acontece, com pais que passaram da geração dos games se interessando pelas mesmas histórias dos filhos.

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