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Alvo de processo, "Chiquinha" diz não guardar mágoa de Bolaños

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María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha de "Chaves", vem ao Brasil para apresentar seu novo espetáculo Imagem: Divulgação

Leonardo Rodrigues

Do UOL, de São Paulo

04/11/2013 06h00Atualizada em 04/11/2013 15h39

A pouca altura (tem apenas 1,53 m) de Maria Antonieta de las Nieves contrasta com o tamanho de seu lado metódico – e, por que não, político. Aos 62 anos, a eterna Chiquinha do seriado Chaves prefere atender a imprensa apenas por e-mail, por intermédio de sua assessoria.

Prestes a se apresentar pela primeira vez no Brasil com seu show solo, ela usa respostas prontas para rebater qualquer problema pessoal com Roberto Bolaños, o Chaves, pai da personagem da qual afirma ser a mãe.

A dupla de amigos que marcou mais de uma geração na TV trava há 13 anos uma batalha judicial pelos direitos de imagem da espevitada “Chilindrina” – nome original, o mesmo de um pão doce mexicano salpicado de açúcar, referência às suas inúmeras sardas.

Ao UOL a caçula do “Chaves” comentou sobre a boa relação com os demais atores do elenco, a saudade que sente de Don Ramón (Seu Madruga) e também sobre sua doença, a fibromialgia. A síndrome causa dores musculares, sono e cansaço, e quase antecipou sua aposentadoria.

Atualmente preparando uma autobiografia, ela se diz ansiosa para conhecer as plateias brasileiras, para a qual prepara uma surpresa: uma coreografia inspirada no Show das Poderosas, da funkeira Anitta.

Bolaños te processou mais de uma vez nos últimos dez anos. Você guarda mágoa dele?
Não guardo, não. Ainda que as pessoas não acreditem, eu gosto muito dele. O admiro muito. Mas, infelizmente, nossas ideias e pensamentos são muito diferentes.

Dizem que grandes gênios são pessoas difíceis de lidar. "Chespirito" é uma dessas pessoas?
Não acredito que seja difícil de lidar com ele, pois convivemos por muito tempo. Ele é uma pessoa muito influente no mundo inteiro.

Como é hoje sua relação com Carlos Villagrán (Kiko), Édgar Vivar (Senhor Barriga), Rubén Aguirre (Professor Girafalez) e (Florinda Meza) Dona Florinda?
Gosto muito de todos eles. Na época do seriado, éramos como uma grande família. Foi um tempo muito divertido. Recentemente, encontrei com o Carlos no Peru. Nós jantamos e conversamos muito. Eu estava lá com o meu show, e ele, com o dele.

Don Ramón (Seu Madruga) é o personagem mais popular no Brasil. Como era sua relação com ele?
Era a melhor relação possível. Ainda sinto muito a falta dele. No meu show, faço uma linda homenagem para o meu “papaizinho querido”. Espero que todos se emocionem comigo.

Angelina Fernandez (A Bruxa do 71), Raúl Padilla (o carteiro Jaiminho) e Horácio Gómez (irmão de Roberto, o Godinez) infelizmente não estão mais entre nós. Mas é Ramón quem mais deixou saudade?
Para mim, sim. Convivíamos muito, ele era o meu pai no seriado, a pessoa com que mais eu contracenava. Ele era um grande amigo.

Os brasileiros amam “Chaves” como ninguém. Como explicar tanta popularidade? México e Brasil são parecidos?
É diferente. Os fãs brasileiros são muito amorosos, são fãs calorosos e apaixonados. Estou muito feliz de fazer pela primeira vez meu show ao Brasil. Estou muito emocionada, de verdade. Espero que todos possam me acompanhar, relembrar a magia do Chaves comigo. Vão ser espetáculos que ficarão na memória.

Em 2012, você divulgou que estava com fibromialgia. Como a doença tem interferido nos shows e na sua vida pessoal?
Estou me tratando e, graças a Deus, hoje estou bem. Logo quando descobri, fiquei muito triste, muito triste mesmo. Mas me cuido muito, sigo o tratamento médico à risca, e acredito que isso faz toda a diferença.

A aposentaria faz parte dos seus planos?
Eu confesso que já pensei em me aposentar, por falta de oportunidades, pois estavam me boicotando em grandes cidades. Agora, porém, já decidi que não vou mais parar. Enquanto eu tenha forças, vou trabalhar. Sei o quanto a Chiquinha é importante para as pessoas. Eu me sinto abençoada em poder levar felicidade, ver sorrisos.

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