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Restauradora de "Ecce Homo" receberá metade dos lucros de sua imagem

Reprodução
O antes e depois do obra "Ecce Homo", do espanhol Elías García Martínez, que foi "restaurada" de maneira "peculiar" em 2012, pela espanhola Cecilia Giménez Imagem: Reprodução

Do UOL, de São Paulo

21/08/2013 18h24

A espanhola Cecilia Giménez, 82, que no ano passado danificou a pintura de 1910 "Ecce Homo", do espanhol Elías García Martínez, criando uma nova e estranha figura, receberá metade dos lucros gerados pela utilização comercial da imagem.

Cecilia assinou um contrato com a fundação que gere a igreja do Santuário da Misericórdia, na pequena cidade de Borja, na Espanha. O acordo lhe garante o direito de receber 49% do lucro obtido com venda de lembranças (taças, canecas, camisetas etc) com a imagem. O restante do dinheiro irá para a fundação.

Com a fama repentina, Cecilia, que é pintora, conseguiu expor seus quadros na cidade. O advogado dela, no entanto, afirma que ela não está preocupada com o dinheiro.

Em agosto do ano passado a idosa decidiu fazer por conta própria a restauração da obra na parede da igreja barroca. O resultado, completamente diferente do original, caiu nas graças dos internautas, dando origens a paródias em todo o mundo.

De “Ecce Homo” (“Eis o homem”), a obra chegou a ser rebatizada como “Ecce Mono” (“Eis o macaco”).

O caso trouxe fama ao então pouco conhecido santuário, que, desde então, recebeu mais de 40 mil turistas, ávidos para ver a nova “obra-prima”, segundo a fundação que mantém o local.

Administrada pelo município de Borja, a instituição passou a cobrar um euro pela entrada para financiar a conservação da pintura e suas obras de caridade, e afirma já ter arrecado mais de 50 mil euros (cerca de R$ 160 mil).

O futuro da pintura, no entanto, ainda divide opiniões. Os descendentes do autor da obra original, Elías García Martínez, lamentam a desfiguração do trabalho.

“Há uma parte que quer a restauração, certamente impossível hoje, e outra parte que pede apenas que se retire o quadro da igreja. Não querem nenhum benefício econômico, apenas moral”, afirmou o prefeito de Borja, Juan María Ojeda.

 

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