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Três meninos vivem Billy Elliot em musical; papel tem "prazo de validade"

Mariane Zendron

Do UOL, em São Paulo

02/08/2013 07h00

A diretora de elenco Nora Brennan tem um divertido e difícil trabalho: viajar por todos os Estados Unidos atrás de garotos de 12 anos que já apresentem um alto conhecimento de balé clássico e com potencial para aprender sapateado, acrobacias, canto e atuação.

Apesar de raros, ela já conseguiu reunir 29 garotos com esse perfil para interpretar Billy Elliot no musical da Broadway, que está em cartaz desde 2008 e desembarca em São Paulo para uma curta temporada, de 2 a 18 de agosto, no Credicard Hall.

Em entrevista ao UOL por telefone, Nora disse que ficou mais de um ano viajando pelos Estados Unidos e pelo Canadá para achar meninos com esse perfil e que a busca por novos Billys não acaba nunca, já que quando eles ficam muito altos e/ou a voz começa a engrossar têm de deixar o papel.

Um dos três meninos que interpretam Billy, Drew Minard, do estado americano de Iowa, também conversou com a reportagem. Em sua primeira visita ao Brasil, ele disse que está amando a comida. A que mais gostou até agora? Arroz, frango e legumes. Drew dança desde os três anos de idade, porque queria seguir os passos do irmão, que também é dançarino. "Comecei e amei fazer isso", disse ele. Em pouco tempo, começou a participar de competições de dança e um dos diretores desses concursos o indicou para Nora.

Para aprender tudo o que o papel exige, os pequenos atores chegam a ensaiar oito horas por dia, segundo a diretora de elenco. "Eles têm que ter muita disposição para ficar quase três horas no palco". O maior desafio para as crianças, no entanto, é conciliar tanto trabalho com os estudos. "Dois tutores nos acompanham nas viagens e nos ajudam com os estudos", disse Drew.

Minard garantiu que tudo isso é muito divertido e que "definitivamente" quer continuar dançando depois que deixar o musical. O jovem ator também contou que além de se aperfeiçoar em técnicas artísticas aprendeu, com o espetáculo, a nunca desistir dos seus sonhos. "Aprendi que sempre há uma luz no fim do túnel quando tudo parece muito difícil. No final, tudo fica bem", disse ele.

O musical
Dirigido por Stephen Daldry, também responsável pelo sucesso dos cinemas de 2000,  o musical é ambientado na década de 1980, quando mineradores do norte da Inglaterra pediam por melhores condições de trabalho. Filho de um minerador, o órfão Billy Elliot faz aulas de boxe, como todos os meninos da sua idade, mas logo descobre que tem mais talento para o balé. Além de Drew, Ty Forhan e Mitchell Tobin também dão vida ao protagonista.

Escondendo o dom para não magoar seu pai e seu irmão, Billy começa a contar com o apoio da verborrágica professora Mrs. Wilkinson, interpretada por Janet Dickinson. Ao UOL, a atriz disse que o maior desafio de se trabalhar com crianças é que toda a noite é uma experiência única.

"A cada espetáculo, eu construo essa relação com Billy do zero. Os personagens começam a se conhecer aos poucos e vão construindo uma bonita e complexa relação. Ela enxerga todo o potencial artístico dele, mas não quer se aproximar muito para que suas expectativas não se frustrem. Ela o ama como se fosse um filho, mas não quer que ele a veja desse jeito porque quer que ele deixe a pequena cidade e parta para Londres, onde terá mais chances de ser bem sucedido", contou ela.

O musical que vem ao Brasil será exatamente o mesmo da Broadway, que, por sua vez, é muito similar ao apresentado em Londres desde 2005. O espetáculo da Broadway só circulou pelos Estados Unidos e  Canadá. "Estão todos muito entusiasmados por estarem na América do Sul pela primeira vez", disse Nora. Para facilitar a compreensão, legendas eletrônicas traduzirão as falas dos personagens.

Janet e Drew ainda contaram quais são suas cenas preferidas. "Gosto muito da cena que antecede o primeiro teste de Billy em Londres. Ele se desespera e, pela primeira vez, a professora expressa todo o carinho que sente pelo garoto. Ela o incentiva e diz que ele vai conseguir porque treinou duro", contou ela. Já o jovem Minard disse que adora a cena quando Billy dança com muita raiva, porque pode canalizar a dele no personagem. Ainda há ingressos. 

Confira alguns trechos do musical "Billy Elliot"

Serviço
“Billy Elliot - O Musical”
Quando:
02 a 18 de agosto. Terça a sexta-feira, 21h. Sábados, 16h e 21h. Domingos: 15h e 20h.
Onde: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17955 – Santo Amaro.
Quanto:
Camarote I: R$ 280 (inteira) e R$ 140 (meia)
Camarote II: R$ 250 (inteira) e R$ 125 (meia)
Cadeira VIP: R$280 (inteira) e R$140 (meia)
Cadeira I: R$250 (inteira) e R$125 (meia)
Cadeira II: R$220 (inteira) e R$110 (meia)
Poltrona I: R$180 (inteira) e R$90 (meia)
Poltrona II: R$140 (inteira) e R$70 (meia)
Plateia Superior I: R$90 (inteira) e R$45 (meia)
Plateia Superior II: R$90 (inteira) e R$45 (meia)
Plateia Superior III: R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Capacidade: 3578 lugares
Duração: aproximadamente 2h50 (incluindo intervalo)
Classificação etária: Livre. A partir de 12 anos desacompanhados.
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo
Estrutura: Acesso para deficientes, ar condicionado
Mais informações: www.t4f.com.br e 4003-5588
Estacionamento (terceirizado): R$ 40
Pontos de venda:
- Bilheteria oficial - sem taxa de conveniência: Credicard Hall - diariamente, das 12h às 20h. Av. das Nações Unidas, 17.955 - Santo Amaro – São Paulo (SP)
- Pontos de venda no link: http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=pdv (com taxa de conveniência)
- Por telefone, entrega em domicílio (taxas de conveniência e de entrega): 4003-5588 (válido para todo o país), das 9h às 21h - segunda a sábado.
- Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br
(entrega em domicílio - taxas de conveniência e de entrega)
Formas de pagamento: Dinheiro; Cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners; Cartões de Débito Visa Electron e Rede Shop.

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