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Alfonso Cuarón diz que filme que abrirá o Festival de Veneza foi um "erro de cálculo"

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Pôster nacional de "Gravidade", de Alfonso Cuarón Imagem: Divulgação

Natalia Engler

Do UOL, em San Diego

18/07/2013 20h03

O Hall H, principal espaço da Comic-Con, em San Diego, recebeu nesta quinta (18) um painel que poderia muito bem ser uma conversa de bar entre três dos cineastas mais promissores da atualidade: o mexicano Alfonso Cuarón, o norte-americano Marc Webb e o britânico Edgar Wright falaram da arte de fazer filmes.

Escolhido para abrir o Festival de Veneza 2013 com o longa "Gravidade", Cuarón afirmou que "o filme todo foi um erro de cálculo". O diretor contou que acreditava que seria um projeto pequeno, que estaria pronto em um ano. O problema acabou sendo que a tecnologia necessária para manter Sandra Bullock e George Clooney girando no espaço não existia e foi preciso desenvolver novas técnicas, o que levou muito mais tempo (três anos e meio) e dinheiro do que o previsto. Uma das soluções foi usar braços robóticos como os utilizados para fabricar carros. Outra, foi fazer com que o cenário girasse enquanto os atores permaneciam parados.

Alfonso contou que neste processo difícil, os momentos em que os atores estavam separados eram mais fáceis. "Quando eles estavam juntos, faziam um complô contra mim. Eles tinham uma competição de quem imitava melhor meu sotaque", contou o mexicano. "Mas eram péssimos. Me imitavam como se eu fosse cubano, não mexicano".

Diretor da nova franquia do Homem-Aranha, Marc Webb comentou a escolha de Electro, vivido por Jamie Foxx, como vilão do segundo filme. "Há algo bonito sobre uma criatura que pode manipular a energia. Isso me encantava e assustava quando eu era criança", disse. Questionado sobre quais traços de Peter Park Electro é capaz de trazer à tona, o diretor afirmou: "Acho que é a capacidade de fazer consegue fazer sentir empatia por alguém com quem ele não quer se identificar, acho que esta foi a chave para que Peter pudesse resolver a situação".

Edgar Wright, que novamente dirigiu Simon Pegg ("Além da Escuridão - Star Trek") e Martin Freeman (o Bilbo de "O Hobbit") em "The World's End" (seqüência de "Todo Mundo Quase Morto" e "Chumbo Grosso"), contou que o maior prazer de fazer o novo filme foi pegar uma situação comum, como voltar para sua cidade natal depois de um certo tempo, e adicionar uma dimensão apocalíptica. Edgar tambem contou comi fez com que seus atores atuassem nas cenas de ação sem dublês. "O segredo era transformar numa questão de honra. Eu perguntava se eles conseguiam fazer, e eles não queriam dizer não".

O uso de 3D também foi discutido pelos cineastas. "O filme demorou três anos e meio para ser feito, naquela época ainda era legal", brincou Alfonso sobre "Gravidade". Ele apontou que gosta do formato apenas quando o filme é pensado para ele, e que a exibição precisa ser de alta qualidade, se não "as cores ficam uma droga".

Marc, que filmou o primeiro "O Espetacular Homem-Aranha" em 3D e que optou por converter o segundo na pós-produção, afirmou que ainda assim pensou o filme para ser visto em três dimensões. O cineasta concordou que há problemas com a qualidade de exibição do 3D e que muitas vezes é decisão do estúdio. "É algo que o marketing vende e às vezes é muito frustrante ter essa pressão", contou.

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