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Com 34 votos, FHC é eleito imortal da Academia Brasileira de Letras

Do UOL, em São Paulo

27/06/2013 17h06

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL).  O sociólogo foi eleito na tarde desta quinta-feira (27) à cadeira de número 36, que pertencia ao escritor e jornalista João de Scantimburgo, morto em março. FHC enfrentou 10 candidatos e obteve 34 votos dos 39 votos. Foram 24 fotos presenciais, 14 votos por cartas e uma abstenção. 

"Essa eleição é um ato de respeito da Academia Brasileira deLetras à inteligência brasileira. A grande obra de Fernando Henrique Cardoso de sociólogo e cientista dá ainda mais corpo à Academia", afirmou o ex-presidente da ABL, Acadêmico Marcos Vinicios Villaça, em comunicado enviado à imprensa. 

Embora o nome de FHC já tivesse adesão da maior parte dos Acadêmicos há meses, o escrutínio aconteceu conforme os protocolos: em sessão secreta. É eleito aquele que conquista a metade dos votos mais um. Votam os 40 titulares das cadeiras da Academia. FHC é o segundo carioca eleito e seu fardão, traje usado pelos 'imortais' custam US$ 70 mil para a Prefeitura

Além de FHC, concorriam à cadeira de número 36 Felisbelo da Silva, J.R. Guedes de Oliveira, Gildasio Santos Bezerra, Jeff Thomas, Carlos Magno de Melo, Eloi Ghio, Diego Mendes Souza, Alvaro Corrêa de Oliveira, José William Vavruk e Arlindo Vicentine. 

Em abril, o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor de “A Privataria Tucana”, livro que aponta supostas irregularidades nas privatizações que ocorreram no governo FHC, havia anunciado sua candidatura, mas o nome dele não entrou na lista oficial da ABL. Amaury lançou sua candidatura considerada “política” durante um informal bloco carnavalesco no Rio de Janeiro, sem o apoio de imortais.

FHC é autor de oito livros sobre política: "As Ideias e Seu Lugar: Ensaios Sobre as Teorias do Desenvolvimento"; "Perspectivas"; "Mãos à Obra"; "O Presidente Segundo o Sociólogo"; "O Mundo em Português"; "A Arte da Política - A História Que Vivi"; "Cartas a um Jovem Político: Para Construir um País Melhor"; "Relembrando o que Escrevi: da Reconquista da Democracia aos Desafios Globais e Xadrez Internacional e social-democracia".

Candidatura surgiu em almoço com Sarney
Após passar anos resistindo à ideia, o sociólogo se candidatou à cadeira em março. Em nota, na época, o ex-presidente comentou que a razão da sua desconfiança era “não ser, propriamente, um escritor” e o fato de que, havendo exercido a presidência da República, “suas posições políticas” poderiam ser confundidas. 

A carta que selava sua candidatura foi entregue pelo ex-ministro das Relações Exteriores de seu governo e integrante da ABL, Celso Lafer, depois da Sessão de Saudade, tradicional cerimônia da Academia.

“Penso eu, pelo que eu ouvi falar, que não haverá nenhuma outra candidatura relevante. Fora alguns candidatos que sempre se apresentam, mas nunca têm voto”, disse. Oficialmente, qualquer brasileiro que tenha escrito um livro pode se candidatar a vaga.

A articulação que levou FHC a aceitar a proposta começou durante um almoço entre o senador José Sarney (PMDB) e a escritora Nélida Piñon, colegas na Academia, em 22 de março, dia da morte de Scantimburgo. O nome do ex-presidente surgiu em seguida da notícia da morte.

Lafer confirma que nos últimos anos fez parte do coro daqueles que queriam ver o sociólogo na Academia. “Eu sempre achei que fazia sentido. Acredito que agora ele aceitou por sentir que sua candidatura é bem-vinda”, disse.

“Quando a Academia começou, as duas figuras mais importantes eram o Joaquim Nabuco e o Machado de Assis. O Machado insistia na presença de romancistas e poetas, e Nabuco achava que era importante, mas que precisava também de grandes personalidades do País. Ele (FHC) se encaixa com perfeição nesse perfil do Nabuco. É um grande intelectual. É algo indiscutível”, afirmou.

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