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Livro aprofunda história de filme de ficção científica de Will Smith

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Capa do livro "A Fera Perfeita" Imagem: Divulgação

Guilherme Solari

Do UOL, em São Paulo

13/06/2013 13h52

Quem gostar do filme "Depois da Terra", do diretor M. Night Shyamalan e com Will Smith e seu filho Jaden Smith no elenco, pode se aprofundar na história com o livro "A Fera Perfeita", vendido como o prelúdio oficial do longa.

Mas o livro escrito por Peter David, Michael Jan Friedman e Robert Greenberger – autores com experiência na adaptação em romances de séries de super-heróis ou ficção científica e roteiros de quadrinhos – é também um bom romance de ficção científica com uma aventura que pode ser apreciado por quem não se interessa pelo longa do diretor de "Sexto Sentido".

O enredo do livro se passa anos antes do filme, em um planeta distante da Terra chamado Nova Prime, invadido por criaturas predatórias enviadas contra os seres humanos por alienígenas que consideram o local sagrado em sua religião.

A obra já dá um gostinho da temida criatura mostrada em "Depois da Terra" e aprofunda o mundo construído para o filme, entrando mais na sociedade humana futura e na ordem militar à qual Will Smith pertence no filme. Em particular, mostra as motivações dos extraterrestres Skrel pata odiar a humanidade, em capítulos dedicados ao ponto de vista dos aliens. Os Skrel são talvez o mais interessante da história. São violentos, agressivos e com a paciência de planejar por séculos a destruição humana antes de agir – e poderiam ter sido mais explorados no longa e no livro.

"A Fera Perfeita" é um bom livro de ficção científico, mas poderia ter um início mais enxuto. O primeiro terço do livro envolve basicamente joguetes políticos de bastidores e discussões orçamentárias pouco atraentes. A narrativa se aquece bastante quando os monstrões apelidados pelos colonos humanos de Ursa entram em cena. Projetados por anos para serem os predadores perfeitos contra os seres humanos, caçam os colonos de Nova Prime, deixando a humanidade à beira da extinção.

O desmantelamento da sociedade é bem construído, mostrando o progressivo desespero dos sobreviventes conforme a colônia humana mergulha no caos. Há uma atmosfera de impotência conforme as estratégias de defesa se mostram ineficientes e a população vai sendo devorada aos poucos. Os personagens parecem competir pelo posto de mais genérico. Temos o cadete idealista, o jornalista abutre, o político traiçoeiro, o veterano heroico, além de um par romântico sem química alguma.

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