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Memorial a Clodovil Hernandes em Ubatuba reúne objetos do estilista

Reinaldo Canato/UOL
Vestidos de índios, Jéssica Leandro e Flavio Azevedo recepcionavam os convidados (8/11/2012) Imagem: Reinaldo Canato/UOL

Carlos Minuano

Do UOL, em Ubatuba

09/11/2012 03h04

O estilista, apresentador e político Clodovil Hernandes foi homenageado com um memorial em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, onde viveu por décadas. O espaço, com dezenas de objetos e mobílias do luxuoso casarão que ele possuía na região, foi inaugurado durante um coquetel para convidados na noite desta quinta-feira (8).

Logo na entrada, um casal de jovens vestidos com adereços indígenas davam boas vindas aos convidados. Mais a frente, um manequim posava para fotos ao lado de modelos contratados, trajando um vestido da década de 1970, em tafetá bordado com pedras semipreciosas e fios de ouro. Na etiqueta, óbvio, Clodovil Hernandes. No centro do salão, um jovem de sunga se exibia para as fotos. “Um luxo!”, diria o estilista. Ou não.

Afinal, por outro lado, a mansão de Clodovil, com mais de 30 cômodos, e que ostentava uma decoração milionária, está vazia. “Não tem mais nem um banquinho para sentar se você precisar”, lamenta o amigo e fiel escudeiro, João Toledo. Foi dele a ideia de montar o espaço em homenagem ao amigo. O dinheiro, entretanto, saiu do bolso dos empresários Mauricio Abraão e Eugenio Camargo, proprietários da Pousada Cavalo Marinho, que sedia o memorial.

“Os bens de Clô estavam se dizimando”, explica Toledo. Ele se refere ao leilão realizado em São Paulo dos objetos do apartamento funcional de Brasília. “Soube de um bazar que seria realizado aqui em Ubatuba e sugeri aos donos da pousada comprar os objetos que ainda restavam para criar esse espaço”, conta.

O acervo inclui louças personalizadas com o brasão de Clodovil, uma enorme mesa estilo japonesa, um conjunto de pratos da indonésia, e até taças de cristal presenteadas pelo ator Grande Otelo, entre outras peças. O que também não faltou foram histórias sobre o polêmico e ilustre morador de Ubatuba, o deputado com maior número de votos na história da cidade litorânea.

Colecionador de polêmicas e controvérsias, Clodovil era famoso por não ter freios na língua. “Era ‘Clô’ para os amigos, vil para os inimigos, e não precisa ser muito criativo para imaginar o resto”, brinca Toledo. Mas nem tudo foi piada. Toledo lembrou da vontade de Clodovil de que sua casa fosse transformada numa fundação para atendimento de meninas carentes. A justiça, entretanto, alega que não há recursos para executar a vontade do celebre estilista. Além da casa, da coleção de bens e das muitas historias polêmicas, Clodovil acumulou uma quantidade enorme de dívidas trabalhistas.

O evento teve clima bairrista. Além das sumidades locais, nenhuma celebridade apareceu. A estrela da noite foi mesmo Clodovil, que era citado em muitas histórias. Algumas impublicáveis. Outras, pura maldade. Poucas, provavelmente, verdades. Como a resposta que deu ao convite do prefeito Gilberto Kassab para participar da parada do orgulho gay. “Não acho errado, nem vergonhoso, mas não tenho nenhum orgulho de ser gay”, disse Clodovil. “Ele nunca mais recebeu nenhum patrocínio do prefeito”, acrescentou Toledo.

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