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Shepard Fairey, criador de cartaz da campanha de Obama em 2008, é condenado nos EUA

AP / National Portrait Gallery, Barack Obama by Shepard Fairey
Cartaz da campanha presidencial de Barack Obama criado pelo artista Shepard Fairey Imagem: AP / National Portrait Gallery, Barack Obama by Shepard Fairey

Do UOL, em São Paulo

10/09/2012 13h53

Shepard Fairey, autor do icônico cartaz “Hope”, que trazia a imagem de “Barack Obama” em tons de vermelho, amarelo e azul e ficou famoso durante as eleições norte-americanas de 2008, foi condenado na última sexta-feira (7) nos Estados Unidos por desrespeitar a Justiça.

Como punição, o artista deverá cumprir 300 horas de serviço comunitário e pagar uma quantia de US$ 25.000,00, além de passar dois anos em condicional. A informação é do site Vandalog.

A condenação de Fairey aconteceu após uma longa batalha judicial entre o artista e a agência de notícias Associated Press (AP), que o acusou de ter usado uma de suas fotos indevidamente como inspiração para criar o pôster.

Em 2009, o grafiteiro entrou com um processo contra a AP para provar que sua obra se enquadrava no “uso justo” de uma fotografia da agência, evitando assim ser processado por ela antes. As partes, porém, discordaram quanto à foto que Fairey teria usado, ainda que tivessem chego a um consenso sobre o evento em que ela teria sido tirada.

O artista, porém, percebeu que havia de fato usado a imagem apontada pela AP. E, por isso, começou a falsificar evidências para o caso, chegando a apagar as evidências reais de seu computador. Quando as evidências da fraude foram reveladas, o processo foi arquivado, no início de 2011.

Pouco depois, o governo norte-americano entrou com uma ação contra Fairey, questionando-o pelas falsas evidências apresentadas.

Resposta
Em uma postagem em seu site, Shepard Fairey pediu desculpas pelas suas ações, afirmando que sabe o prejuízo que causou àqueles que lutam pelos direitos do “uso justo”. “O dano à minha reputação é diminuído pelo arrependimento que sinto por ofuscar os assuntos relacionados à causa do ‘uso justo’. Decepcionei artistas e advogados pelos direitos dos artistas por tirar o foco da atenção com minhas trapaças”.

O grafiteiro disse ainda que se sentiu “assustado” e “envergonhado” quando descobriu que a AP estava com a razão no processo e por isso começou a falsificar evidências – atitude da qual se diz arrependido: “Minhas ações danificaram minha habilidade em proceder com meu caso e permitiu à AP que focasse na minha credibilidade”.

 

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