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"Frankenweenie é um projeto muito especial para mim", diz Tim Burton

John Shearer/AP
Tim Burton fala sobre sua animação Frankenweenie" durante a Comic-Con (12/7/12) Imagem: John Shearer/AP

Estéfani Medeiros e Diego Assis

Do UOL, em San Diego (EUA)

12/07/2012 19h49

Diante de uma plateia de seis mil pessoas, Tim Burton apresentou nesta quinta (12), na Comic-Con 2012, trechos de sua nova animação "Frankenweenie", inspirada no primeiro curta-metragem do cineasta.

"É um projeto muito especial pra mim", diz Burton. "É o primeiro curta que filmei, [foi através dele que] aprendi a falar com as pessoas pela primeira vez. É sobre a primeira relação de amor que você tem, [que é] com seu cachorrinho. Lançar em 3D é muito especial."

Para Burton, "Frankenweenie" sumariza tudo o que ele mais gosta no cinema: humor, horror e outros elementos sombrios. "Eu me baseei nas crianças da minha infância", disse ele. "Tudo parece muito estranho na escola, tenho memórias horríveis dessa época, tenho pesadelos."

Brasileiro faz piada com macacos

Um fã brasileiro, escolhido para fazer perguntas, disparou: "Você não esta cansado de trabalhar com Johnny Depp?". "Isso é o melhor que o Brasil tem a oferecer?", perguntou o apresentador. "Temos macacos", respondeu o fã. 

Tim Burton compara seu "Batman" de 1992 com os mais recentes

“Lembro que quando fizemos 'Batman' aquilo nos parecia tão sombrio e assustador, mas quando vejo agora (comparado aos novos filmes da série) parece tão água com açúcar. É como se fosse ‘Batman on Ice’”, brincou o diretor.

Após a apresentação aberta ao público geral, Burton aprofundou alguns tópicos em uma sessão exclusiva aos jornalistas à qual o UOL compareceu. O diretor se mostrou muito entusiasmado com a recepção anterior dos fãs.

“Foi fantástico. Gostaria que a minha família me tratasse assim”, brincou Burton. “Quando entro em casa hoje ninguém dá mais bola! É divertido, como se o Halloween fosse transferido para julho”, completou.

Burton falou em seguida sobre as escolhas estéticas de “Frankenweenie”. “Pareceu uma boa oportunidade para ver como o branco e preto, a animação em stop motion e o 3D funcionariam juntos num filme só. É uma combinação interessante”.

"A tecnologia muda, mas é sempre cinema”, afirmou. “No stop motion você está manipulando bonecos, fotografando-os em 24 quadros por segundo e vendo-os ganhar vida. Gosto da simplicidade por trás disso.”

O diretor também contou como as lembranças de infância acabaram influenciando o longa. “São pequenos pedaços de memória que sempre me acompanharam. Amigos de escola, professores, Frankenstein, os filmes de horror da Universal Studios, Vincent Price, Boris Karloff... Mas não quero que seja necessário empilhar todas essas referências para ver filme”.

Ainda que esses “pequenos pedaços de memória” tenham grande força em “Frankenweenie”, Burton afasta a nostalgia. “Essas referências que você traz consigo desde pequeno, creio que elas nunca vão deixa-lo. São as que costumam ter maior impacto. Mas eu também tento me inspirar em coisas que vejo hoje. É importante se relacionar com o que está à sua volta.”

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