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Poetas quebram o protocolo e debatem sobre fingir orgasmo

Adriano Vizoni/Folhapress
Fabricio Carpinejar participa do último dia da Flip 2012 (8/7/2012) Imagem: Adriano Vizoni/Folhapress

Mauricio Stycer

Do UOL, em Parati

08/07/2012 11h19

A escocesa Jackie Kay e o brasileiro Fabricio Carpinejar produziram um debate possivelmente inédito na Flip, na manhã deste domingo, sobre orgasmo, feiúra e adoção.

“A mulher é um ser evoluído porque sabe fingir orgasmo”, disse Carpinejar, antes de, numa “homenagem” a Meg Ryan na famosa cena da comédia “Harry & Sally”, produzir os diferentes sons de um orgasmo feminino.

“Os homens são fascinados por esta ideia”, riu Jackie Kay. “Como se fosse uma arma secreta das mulheres”, disse. “Mas nunca fingi orgasmo”, prosseguiu, rindo.

O mediador, João Paulo Cuenca, tentou mudar de assunto e produziu ainda mais graça. “Já que falamos de orgasmo, que em francês é ‘pequena morte’, queria perguntar sobre o tema da morte na obra de vocês.”.

Jackie Kay não perdoou: “Passamos do orgasmo à morte. Que virada surpreendente. Você acorda de manhã para falar sobre sexo e morte”, riu.

Antes, Jackie leu poemas e falou sobre como o fato de ser adotada influiu em sua obra. Negra, criada em uma família escocesa, enfrentou racismo e estranhamento.

Já Carpinejar fez uma longa apresentação sobre como o reconhecimento de sua feiúra ajudou no desenvolvimento de sua vida e trajetória poética. “Sofria muito na escola e em casa. Quando eu falei ‘sou feio’, acabou o mistério”.  E prosseguiu: “O feio não tem outra vocação que aparecer”.

Está explicado o show que deu na Flip 2012.

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