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Escritor Jonathan Franzen lembra de Jennifer Lopez ao explicar mudança na vida após fama

Walter Craveiro/Divulgação
Jonathan Franzen durante a Flip 2012 em Paraty, no Rio de Janeiro (6/7/2012) Imagem: Walter Craveiro/Divulgação

Mariane Zendron

Do UOL, em Paraty (RJ)

06/07/2012 21h15

O escritor norte-americano Jonathan Franzen citou uma música da cantora Jennifer Lopez para explicar o que mudou em sua vida depois de aparecer na capa da revista "Time", em agosto de 2010, em reportagem intitulada "O Grande Romancista Americano".

Segundo Franzen, a música diz algo como: "Eu não tinha nada. Agora tenho, mas continuo sendo a mesma". Irônica, a citação divertiu a plateia que acompanhava sua palestra no terceiro dia da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), nesta sexta-feira (6). A música lembrada pelo literário se chama "Jenny From the Block" e narra como a cantora pop não se esqueceu das raízes, mesmo após alcançar a fama e dinheiro.

Anos antes de estampar a famosa publicação, Franzen havia criticado a revista que, segundo ele, não dava espaço para a literatura e, quando dava, colocava apenas Stephen King na capa. Anos depois, lá estava ele, na capa da "Time". "Agora eu estou do outro lado, mas culturamente continuo do mesmo lado dos que não têm livros vendidos." Franzen ainda contou que depois de ter criticado a capa com King, foi confundido com o escritor em um restaurante nos Estados Unidos. "Cuidado ao confundir uma pessoa com outra. Você pode ofender as duas", brincou.

Vencedor do National Book Award pela obra “As Correções” (2001), Franzen também falou sobre o processo de virar outra pessoa quando termina de escrever uma obra. "Lembro daquele mito grego em que a águia come o fígado de Prometeu, mas no meu caso, sou eu comendo meu próprio fígado. Eu abro uma coisa em mim, me machuco", disse ele. O escritor é conhecido por fazer duras críticas à classe média norte-americana, da qual também já fez parte.

Também autor do sucesso de vendas "Liberdade", o escritor disse que não se importa que seus livros, todos de ficção, sejam vistos como entretenimento. "Nos Estados Unidos, ser associado ao entretenimento não é um problema, mas um romance sério é mais que isso. Uma obra pode devolver a  sensação de liberdade a uma pessoa. E sim, podemos salvar vidas com entretenimento".

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