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Comemorações do centenário de Jorge Amado em Ilhéus devem reunir 500 mil

Lucas Lima/UOL
Mosaico com fotos da carreira do escritor brasileiro Jorge Amado são parte da exposição "Jorge Amado e Universal", que fica em cartaz em São Paulo até 22 de julho e faz parte do centenário Imagem: Lucas Lima/UOL

Estefani Medeiros

Do UOL, em São Paulo

17/05/2012 20h59

No mês em que o escritor baiano Jorge Amado completaria 100 anos, a cidade que inspirou seus livros prepara uma festa que, segundo seus organizadores, receberá meio milhão de pessoas. Batizado de “Amar Amado”, o festival de Ilhéus será realizado entre os dias 4 e 12 de agosto e promete uma experiência para aguçar os sentidos do público através da obra do autor.

A programação inclui a revitalização do quarteirão em que o escritor viveu, no centro histórico da cidade. Ali, haverá shows de Caetano Veloso e Margareth Menezes, além de peças de teatro e adaptações cinematográficas de suas obras. Os restaurantes oferecerão pratos temáticos baseados no paladar do artista, que sempre descreveu sabores com detalhes em seus textos.

“Você vai sentir Amado, beber Amado, ouvir Amado”, define Patricia Bim, uma das organizadoras do evento. “A importância de Ilhéus na carreira de Jorge Amado está nas obras dele. Foi lá que ele começou a escrever. Estamos celebrando as memórias de sua infância e sua vida na cidade”, explica.

Uma feira de livros dará conta de discutir clássicos como “Capitães de Areia”, “Quincas Berro D’Água” e “Gabriela” - a novela será lançada pela Globo na cidade como parte das comemorações do centenário. Em casarões antigos, Sônia Braga, José Wilker e atores que já viveram seus personagens farão leituras de poemas e trechos de livros nas janelas.

“Ao todo serão oito dias de evento, com uma grande atração para cada dia”, explica Brim. “É um festival gratuito com cultura o dia inteiro. A ideia é que ele seja realizado por pelo menos mais três anos”, diz.

Comemoração do centenário já começou em São Paulo

São Paulo também tem sua própria homenagem ao autor baiano. A exposição “Jorge Amado e Universal”, que segue no Museu da Língua Portuguesa até 22 de julho, reúne obras do artista em um ambiente interativo. Logo na entrada, nomes de cinco mil personagens criados por Amado são estampados nas tradicionais fitinhas do Senhor do Bonfim.

O sincretismo religioso do autor é representado por caixas de feira que abrigam diferentes estátuas de entidades do candomblé, entre elas Exú, que dá nome à revista que ele editou até 1997. Os trechos eróticos dos livros do autor são espiados pelo público em uma sala iluminada por letreiros de neón com nomes de famosos bordéis baianos.

Uma sala com espelhinhos laranjas mostram suas fotos, capas de revistas, certificações e cartas de amigos, como Monteiro Lobato e Carlos Drummond de Andrade.

A trajetória do autor até sua morte, aos 88 anos, em 2001, também tem espaço na exposição, que é encerrada com as capas de “Gabriela” publicadas em diversas línguas. Depois de São Paulo, a mostra segue para a Bahia, e será exibida durante as festividades. 


"Jorge Amado e Universal"
Onde: Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, S/N - Luz) 
Quando: até 22 de julho. De terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$6

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