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Exposição sobre Jorge Amado começa nesta terça (17), no Museu da Língua Portuguesa

Alessandro Shinoda/Folhapress
Imagem da exposição de Jorge Amado no Museu da Língua Portuguesa Imagem: Alessandro Shinoda/Folhapress

Valor Econômico

São Paulo

16/04/2012 21h28

As fitinhas da foto acima parecem aquelas de Nosso Senhor do Bonfim, que se tornaram um símbolo baiano se não fosse por um detalhe: trazem impresso nomes de personagens criados por Jorge Amado (1912-2001), como Afrânio Portela, de "Farda, Fardão, Camisola de Dormir", e Kirsi, de "Tenda dos Milagres". A peça integra a exposição "Jorge Amado e Universal", que será aberta ao público nesta terça-feira (17), no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Com expografia de Daniela Thomas e Felipe Tessara, a mostra é dividida em módulos, cada um voltado a algum aspecto da vida e da obra de Amado. O primeiro aborda os personagens criados por ele, com destaque para Gabriela e Nacib ("Gabriela Cravo e Canela"), Dona Flor ("Dona Flor e Seus Dois Maridos"), Pedro Arcanjo ("Tenda dos Milagres"), Antonio Balduíno ("Jubiabá"), Guma e Lívia ("Mar Morto"), Santa Bárbara ("O Sumiço da Santa"), Quincas ("A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água"), o Menino Grapiúna e os capitães da areia, de livros homônimos. A instalação das fitinhas fica na mesma sala, com nomes de outros cem personagens.

O segundo módulo é dedicado à atuação política de Jorge Amado, que foi deputado federal por São Paulo, e o terceiro aborda dois temas caros ao escritor: a miscigenação e o sincretismo religioso. Há ainda um espaço dedicado à malandragem e à sensualidade, aspectos frequentemente presentes em seus livros, e outro que aborda as belezas e os problemas da Bahia, tais como retratados pelo autor.

A mostra traz ainda uma seleção de depoimentos de familiares, artistas, amigos e críticos - entre eles está o do atual dono do Bar Vesúvio, em Ilhéus, que conta que Nacib e Gabriela foram inspirados em personagens reais. A popularidade internacional de Jorge Amado também será contemplada na exposição, que apresentará edições publicadas em diversos países de seus livros.

A exposição, que ocupa o primeiro andar do museu e parte do segundo, reúne fotografias, documentos, cartas e ilustrações, como a que o artista plástico Poty fez para "Capitães da Areia". E traz também as típicas camisas floridas do escritor, garrafas de dendê, cacau torrado e armações metálicas que remetem ao Solar do Unhão, à praça Castro Alves e a algumas residências soteropolitanas.

A curadoria é de Ana Helena Curti e a direção geral, de William Nacked. Parte das comemorações oficiais do centenário, chanceladas pela Fundação Casa de Jorge Amado, a mostra fica em São Paulo até 22/7 e depois vai para o Museu de Arte Moderna da Bahia. Lá, ficará em cartaz de 10/8 a 14/10.


"Jorge Amado e Universal: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra"
Quando: 17/4 a 22/7
Onde: Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº, Centro. Tel.: 0/xx/11 3326-0775)
Ingresso: R$ 6 (pagamento somente em dinheiro); aos sábados a entrada é franca

 

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