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Animação brasileira comemora 95 anos com histórico de altos e baixos

Ronaldo Marques

do BOL, em São Paulo

12/04/2012 16h36

De 1917, quando foi lançado o primeiro desenho animado brasileiro, ao atual sucesso das séries animadas televisivas, a história da animação no país completa 95 anos em 2012. Mas engana-se quem pensa que o país conseguiu manter uma produção acelerada de lá para cá. Falta de interesse e investimentos, além de dificuldades de todos os tipos, transformaram os animadores brasileiros em uma espécie de ‘heróis’.

A designer carioca Andreia Prieto Gomes estudou o tema em seu período de faculdade, em 2008. Ela escreveu um artigo sobre a história da animação brasileira e se focou na história da produção do primeiro longa metragem animado do país, ‘Sinfonia Amazônica’, um desenho em preto e branco de 1953, que foi produzido por um único animador, Anélio Latini.

“Ele fez tudo praticamente sozinho. Foram mais de 500 mil desenhos. Para se ter uma ideia, na mesma época a Disney, que serviu de inspiração para ele, produzia Peter Pan, com centenas de profissionais”, conta ela.

O jornalista André Mendes também se interessou pelo tema e decidiu fazer um documentário sobre o desenho animado no Brasil junto com um grupo de amigos. Bastou pesquisar um pouco para perceber que o tema não é muito discutido no país.

“As obras antigas estão quase todas perdidas. Além disso, faltam livros e profissionais que entendam o tema. Sem contar que só agora existe um maior interesse da população sobre a produção dos desenhos”, revela André, que durante a gravação do documentário ‘Desenhando o Brasil’ conheceu Itsuo Nakashima, filho do animador responsável por ‘Piconzé’, primeira obra colorida do Brasil.

Idealizado e feito pelo imigrante japonês Ypê Nakashima, 'Piconzé' teve relativo sucesso nos cinemas paulistanos no ano de 1972, quando foi lançado. “O filme tem um cangaceiro, um dragão oriental, uma bruxa, que é uma figura europeia. Todos estes personagens vivendo em um ambiente nordestino, e meu pai nunca foi pro Nordeste”, conta Itsuo, orgulhoso da obra.

“Meu pai não queria fazer outra coisa sem ser desenho. Ele adorava aquilo. Ele gostava de artes, de pintura. O desenho é mágico e meu pai partilhava dessa visão”, lembra o filho do desenhista, que também seguiu a mesma paixão e profissão do pai.
Abaixo você confere mais detalhes da história do desenho animado no país.

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