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Rafael Cortez canta em audiolivro de "O Meu Pé de Laranja-Lima"; ouça trecho

Divulgação
Rafael Cortez durante gravação do audiolivro "O Meu Pé de Laranja-Lima", de José Mauro de Vasconcelos Imagem: Divulgação

Ana Okada

Em São Paulo

29/03/2012 07h00Atualizada em 28/03/2012 19h11

O humorista Rafael Cortez emprestou recentemente sua voz para gravar o audiolivro de "O Meu Pé de Laranja-Lima", clássico da literatura infanto-juvenil escrito por José Mauro de Vasconcelos. Quinto audiolivro que ele grava, Rafael diz que este é o primeiro que ele pediu, de fato para fazer: "Pedi para fazê-lo porque é minha primeira referência concreta de literatura. Foi o que mais me marcou, me apaixonei pelo livro".

"Tinha uns 7, 8 anos quando li o livro pela primeira vez, era ainda um menino impúbere... Mas me identifiquei muito, pela ternura, pela fonte de meiguice, mais do que pela realidade de Zezé, que era pobre, e eu não tive esse problema. Me identifiquei também porque ele tera um menino muito rico de imaginação", diz. Confira abaixo um trecho do livro, que será lançado em São Paulo no dia 14 de abril:

"O Meu Pé de Laranja-Lima" conta a história do garoto Zezé, que pertence a uma família que passa por dificuldades e passa a ter como confidente um pé de laranja lima. Ele diz que chegou a gravar suas falas com os "olhos marejados de emoção". Além de fazer uma leitura do livro, Cortez canta algumas músicas, sempre acompanhado de seu violão.

Para Rafael, a escolha por fazer um audiolivro é herança de sua carreira como jornalista. Ele quer que seu público jovem "expanda os horizontes" com a obra: "Como humorista, me projeto e fico popular. Tenho a grande sorte de estar no CQC e aproveito esse momento para fazer outras coisas. Quero que os jovens que me conhecem vejam essas outras facetas minhas [os audiolivros, o disco]. Os jovens de hoje são muito alienados, tendem a fechar muito os horizontes e ficar no lugar comum. Gostaria que eles resgatassem os clássicos da literatura."

Diferente de outros colegas do CQC que têm trabalhos paralelos com humor (e ganham bem por isso), Rafael diz que os livros não lhe dão dinheiro, mas prazer: "É uma investida meio louca, porque poderia ganhar mais dinheiro com o humor, mas sou mais feliz assim".

Em paralelo ao CQC, o humorista já havia gravado um disco instrumental e havia emprestado a voz para quatro livros de Machado de Assis: "A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água", "Dom Casmurro", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Quincas Borba". Ele também está buscando patrocínio para fazer um show e um DVD em homenagem aos 70 anos da cantora Nara Leão.

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