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Morre em São Paulo, aos 84 anos, o artista plástico Mário Gruber

Mastrangelo Reino/Folhapress
O artista plástico Mario Gruber com a neta Lorena Hollander na exposição em comemoração aos 20 anos do Memorial da América Latina, em São Paulo (19/02/2009) Imagem: Mastrangelo Reino/Folhapress

Da Redação

30/12/2011 17h32

Morreu na noite da última quarta-feira (28), aos 84 anos, o artistá plástico santista Mário Gruber. Gruber estava internado em uma clínia geriátrica em Cotia, São Paulo, e o óbito está relacionado a complicações causadas por um câncer. Seu corpo for cremado no cemitério da Vila Apina.  Pintor, escultor, muralista e gravurista, Gruber constriu uma obra que tinha como tendência o realismo fantástico.

Autodidata, Gruber começou a pintar em 1943 e em 1946 se mudou para São Paulo onde estudou na Escola de Belas Artes. Foi aluno do escultor Nicolau Rollo e em 1947 recebeu seu primeiro prêmio de pintura. Gruber trabalhou com Di Cavalcanti e Cândido Portinari e em 1949 ganhou bolsa de estudos para a Escola Superior de Belas Artes, em Paris. Em 1951 retornou ao Brasil onde fundou o Clube de Gravura.

Na década de 50 e 60, Gruber deu aulas de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo e na FAAP.  O artista realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé, do Metrô e o Memorial da América Latina. Na década de 2000 continuou a trabalhar intensamente, com uma produção anual de 100 a 120 obras.

Nesta sexta-feira (30) a Ministra do Estado de Cultura, Ana de Hollanda, emitiu nota de pesar pela morte de Mário e ressaltou "o caráter popular de sua obra".

Leia abaixo na íntegra.

"Foi o próprio Mário Gruber que definiu sua arte como musical. Quando classificou a gravura em metal em preto-e-branco como "música de câmara" e a pintura como uma orquestra sinfônica, mostrou que elaborava seu trabalho gráfico como quem escreve uma partitura. Cada pincelada ou traço de grafite equivalia a uma nota.

Mário passou do figurativismo ao abstracionismo. Esteve ao lado dos grandes do Brasil, como Portinari e Di Cavalcanti, e do mundo, como Diego Rivera, nos anos de formação. Teve intensa conexão com a arquitetura, atestada pela colaboração com Villanova Artigas. O caráter popular da sua obra pode ser percebido ainda em painéis públicos - os do Aeroporto Internacional de Cumbica ou da Estação da Sé, do Metrô de São Paulo, mostram isso.

E é com imenso respeito e carinho que me uno aos parentes e amigos, nesse momento difícil em que perdemos Mário, para prestar minha solidariedade e oferecer a homenagem do Ministério da Cultura".

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