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Cartunista americana Jen Wang mostra que não é fácil ser boazinha na graphic novel "Koko Be Good"

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Jen Wang autografa "Koko Be Good", sua primeira graphic novel Imagem: Reprodução

ESTEFANI MEDEIROS

Da Redação

22/12/2011 07h00

Koko é uma jovem independente e durona que se depara com um desafio existencial: ser boazinha. Comparada no Brasil à personagem Mônica - sim, a do Maurício de Sousa - pelo jeito mandão, Koko e seus dois novos amigos, Jon e Faron, enfrentam dilemas da vida adulta na HQ "Koko Be Good - Não É Fácil Ser Boazinha", lançada neste mês pela editora Barba Negra.

O livro é a primeira graphic novel da cartunista e socióloga americana Jen Wang, e apresenta um pouco da história da autora. Desenhado e escrito à mão, pintado com aquarela, o trabalho chama atenção pela narrativa poética, delicadeza e riqueza de detalhes usados para descrever visualmente cenas cotidianas. 

Em entrevista ao UOL, Wang falou sobre a personagem, como foi seu processo de criação e seus cartunistas favoritos. Leia abaixo:

UOL Entretenimento: Conte para os novos leitores brasileiros, quem é Koko?
Jen Wang:
Koko é uma jovem egocêntrica que tenta ser uma pessoa melhor. Ela pensa que é fácil, mas não acontece do jeito que planeja. Koko começa a se perguntar se é realmente uma pessoa má ou se é possível mudar. A história se passa em San Francisco, onde eu nasci. 

UOL Entretenimento: O quanto a personagem usa referências da sua vida pessoal? Ela pode ser considerada autobiográfica?
Jen Wang: Koko é muito autobiográfica, ainda que tudo o que aconteça na história seja ficção. Primeiro, a história ela se desenrola na cidade em que cresci, com uma grande quantidade de locais que eu costumava visitar. A maior parte dela foi baseada nas mudanças pelas quais passei na faculdade. Eu estava mudando meu foco da arte para as ciências humanas, e pensava muito sobre o tipo de pessoa que eu queria ser. Sempre amei arte, mas me sentia culpada por perseguir algo egoísta. No final, é claro, escolhi a arte e faço quadrinhos agora. 

UOL Entretenimento: E os outros personagens, Jon e Faron?
Jen Wang: Todos os três protagonistas, Koko, Jon, e Faron refletem, sob diferentes aspectos, como eu estava me sentindo. Koko era um caminho para canalizar meus pensamentos. 

UOL Entretenimento: Você desenhou e coloriu o livro todo? Porque escolheu aquarela para pintar?
Jen Wang: Eu fiz tudo o que você vê na página. Amo pintar! Muita gente prefere trabalhar digitalmente porque é mais limpo e mais eficiente, mas sempre gostei de trabalhar nos meios de comunicação reais. Não me importo de ver manchas em tudo. Acho que acrescenta uma qualidade íntima à obra. Você pode imaginar o artista sentado desenhando, apagando e você se sente mais perto dele. Nós também tentamos incorporar minha letra ao texto. E é ainda preservada na edição brasileira, que parece incrível.

UOL Entretenimento: Aqui no Brasil, a personagem Koko foi associada aos quadrinhos da Turma da Mônica, você conhece o trabalho de Maurício de Sousa?

Jen Wang: Eu não tinha ouvido falar de Mauricio de Sousa e Turma da Mônica até recentemente, então ainda não sei muito sobre ele. Mas estou contente por as pessoas compararem Koko a um quadrinho tão conhecido. Espero que seja um bom sinal!

UOL Entretenimento: Você pode nos dizer cinco cartunistas que inspiraram você ou que você usa como referência para esses trabalhos? 
Jen Wang: Há muitos! Quando eu comecei, gostava muito de quadrinhos em mangá e animação. Li muito CLAMP, Chiho Saito, e eu estava obcecada com a série de Nobuhiro Watsuki de Rurouni Kenshin. Eu também adoro o animador Glen Keane, que não é bem um cartunista, mas seus desenhos têm um nível de alma que estou sempre lutando para conseguir no meu trabalho. Agora estou obcecada com o duo francês Kerascoet, que também faz um monte de trabalho em aquarela. Eu posso listar mais, mas não teríamos espaço suficiente para isso.

UOL Entretenimento: O que vem depois de Koko? Você está criando um outro personagem?
Jen Wang: Estou trabalhando em alguns novos personagens e algumas novas histórias. Fiquem ligados!


"KOKO BE GOOD - NÃO É FÁCIL SER BOAZINHA"
Editora Barba Negra
Páginas 304
R$44,90

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