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"Propofol é a única coisa que pode me ajudar a dormir", disse Michael Jackson a enfermeira

Da Redação*

25/10/2011 17h42

A enfermeira Cherilyn Lee, que trabalhou com Michael Jackson meses antes de ele morrer, disse à Justiça nesta terça-feira (25) que sabia do problema de insônia do cantor. Em 19 de abril de 2009, ela diz que Michael se queixou de não ter conseguido dormir e lhe pediu Diprivan (Propofol), e disse que era a única coisa que o faria dormir.

Cherylin, então, pediu informações sobre o anestésico a um médico e ele lhe disse que Propofol nunca deveria ser usado em casa. Ao falar sobre isso com Michael, o cantor disse que "médicos lhe contaram que Propofol era seguro, se o paciente fosse 'monitorado'". A enfermeira conhecia o cantor há anos e o ajudava em sua alimentação, receitando-lhe vitaminas. Desde abril, ela não havia tido mais contato com o astro.

Tempos depois, em 21 de junho de 2009 --quatro dias antes da morte de Jackson--, Cherilyn recebeu uma ligação de Faheem Muhammad, segurança do cantor. A enfermeira conta que ouvia, ao fundo, Michael dizendo: "Diga a ela o que está acontecendo comigo... metade do meu corpo está quente e metade está frio". Em resposta, ela disse à Muhammad que o cantor precisava ir a um hospital.

Cherilyn diz que anotou os efeitos colaterais do Propofol em seu livro médico: um deles é a perda de memória. Ela então perguntou ao cantor se ele não tinha medo de esquecer suas letras, ele lhe respondeu: "Eu nunca esqueceria minhas letras!". Depois, ela ficou emocionada ao lembrar-se de ter perguntado a Michael "e se você nunca mais acordar?".

A partir de maio, ou seja, dias depois, Murray, um cardiologista de 58 anos, se tornou o médico pessoal do astro. Segundo suas declarações à polícia, ele tratava seu paciente com propofol por via intravenosa quase que diariamente.

Os advogados de Murray querem provar que o cantor era dependente de propofol e que aplicou em si próprio a overdose que o matou. Enquanto isso, a promotoria afirma que o médico agiu com negligência ao ceder aos apelos de seu paciente, interessado no salário de 150.000 dólares mensais.

Ela disse, ainda, que tentou alertar o cantor, dizendo: "Ninguém que se importa com você e quer o seu melhor de coração poderia lhe dar isso", referindo-se ao Propofol. Os depoimentos das testemunhas devem durar cerca de mais quatro dias. Já foram ouvidos os detetives Dan Myers e Orlando Martinez, o segurança Alberto Alvarez, os médicos Allan Metzger e Amir Rubin e está sendo ouvido na tarde desta terça Randy Phillips, executivo da AEG Live, empresa que promovia a turnê de Jackson.

*Com informações de agências.

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