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"Vocês poderão votar e escolher o nome do meu filho", disse Hilary Duff, grávida de quatro meses, a fãs na Bienal

FABÍOLA ORTIZ

Colaboração para o UOL, do Rio

04/09/2011 15h03

“Tive que lutar pelo meu espaço, me diziam que eu não podia cantar e ser atriz ao mesmo tempo”, disse a artista Hilary Duff a seus leitores teen que, depois de vender 13 milhões de discos, se lança agora à carreira de escritora com o seu primeiro livro lançado no Brasil “Elixir” (Editora iD).

A celebridade americana Hilary Duff, 23, se tornou a queridinha dos mais de 500 fãs que compareceram hoje (4) à Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro para disputar um espaço para vê-la de perto. Às 12h30 Hilary Duf entrou no palco do espaço Conexão Jovem da Bienal e foi ovacionada por cerca de 400 adolescentes, a maioria de meninas. “Ei pessoal! Muito obrigada por terem vindo”, agradeceu Hilary ao pegar no microfone. O público foi ao delírio. “Hilary, I love you!”, gritavam fãs num inglês impecável.

Uma das fãs se declarou para ela no microfone: “Eu te amo muito, hoje é o meu aniversário, tenho 19 anos e é o melhor presente que eu poderia ter recebido”, disse a jovem chorando. Ela foi abraçada por Hilary no palco.

“Antes de começar a escrever "Elixir", eu li muitos livros. Gosto muito da série do Crepúsculo (de Stephenie Meyer). Me inspirei muito nela”, disse Hilary ao ser destaque na Bienal, nesta tarde, que um espaço dedicado para trazer autores consagrados do público teen para um bate-papo com os leitores.

Alma gêmea
“Eu não tinha escrito nenhum livro antes, só tinha feito músicas. Aprendi muito, e pensei que, já que esse seria o meu livro, queria que fosse a minha voz. Falei com a minha agente literária que eu não queria fazer uma autobiografia, sou muito jovem e todo mundo já sabe a minha história. Queria falar de uma história sobrenatural, de vidas passadas, se você realmente pode encontrar a sua alma gêmea e se existe vida após a morte”, falou Hilary.

Parte da história do livro ocorre no Brasil. A artista americana disse ter escolhido seus lugares preferidos para ambientar seu romance. “Escolhi o Rio de Janeiro porque tive boas experiências e por ser um lugar romântico para você encontrar a sua alma gêmea. A personagem principal, Claire, tem um pouco de mim, mas é tímida, gosta de viajar e está em busca de viver uma história romântica. No Rio de Janeiro, Claire e Sage se encontram de um jeito dramático na praia de Copacabana. Amo o Brasil. Estive em um show em 2008 que vai ficar na memória”, salientou.

Perguntada se era muito difícil a artista dividir-se entre ‘Hilary cantora’ e a ‘Hilary escritora’, ela admitiu que sim. “Foi difícil separar, foi um desafio que me levou sete meses para escrever e pensar em histórias de relacionamentos. Quando trabalhei no [seriado de TV] ‘Gossip Girl’, eu nunca tinha pensado em escrever um livro. Isso exigiu muito de mim. Depois de escrever o terceiro livro para terminar a série, eu quero produzir música e um álbum”, anunciou Hilary.

‘Sou uma mistura de tudo’
A também cantora disse estar empolgada para mostrar um tipo de música com mais estilo dance e não tanto rock. “Musicalmente eu gosto de ouvir muitas coisas, músicas pop dançantes e cativantes, mas gosto também de ter um significado nas minhas letras, uma conexão. Sou uma mistura de tudo, também gosto de rock. Eu nem sei quem sou, mas estou me descobrindo”.

Questionada pelos fãs se o livro pode virar filme, Hilary admitiu que sim. “Quando eu estava escrevendo, o fazia de forma visual pensando nos personagens. São os sonhos da protagonista que a guiam. Espero que um dia realmente se torne um filme, mas não temos planos ainda”.

E ainda sobre o que marcou mais a sua trajetória profissional após a participação na série de TV Lizzie McGuire, Hilary Duff respondeu que Lizzie foi um “papel muito importante e teve tanto impacto na vida das pessoas que hoje não estaria aqui se não fosse por esse papel”, reconheceu.

“Estive trabalhando por três anos todos os dias no mesmo personagem. Depois fui para a música. Acho que esse foi o passo mais importante para mim”, destacou.

Leitores poderão escolher nome de seu filho
Os fãs queriam saber sobre a gravidez de Hilary que foi anunciada há cerca de três semanas. “Ainda tenho um bom tempo pela frente”, afirmou ao revelar que já está com quatro meses de gravidez.

Para o delírio dos fãs, ela disse que quando souber o sexo do bebê irá postar no twitter para os seus leitores darem sugestões de nome. “Vocês poderão votar para escolher o nome do meu filho”.

Um recado que Hilary deixou aos seus fãs é que todo mundo pode tornar seu sonho realidade: “Comecei como uma menina totalmente normal, comecei cantando e depois escrevi. Eu não tenho a voz da Mariah Carey. Se você tem confiança e estiver disposta a se arriscar, qualquer um é capaz disso. Fico lisonjeada de ouvir vocês dizerem essas coisas. Queria ter mais palavras para dizer obrigada”, agradeceu a celebridade.

Histeria das fãs
Eram 10h30 e a fila era gigantesca para pegar a senha da sessão de autógrafos da Hilary Duf marcada para às 15h30. “Eu devia ter perseguido a Hilary no aeroporto. Gosto da Hilary desde a Lizzie McGuire, adoro as suas músicas também”, disse Virginia de Freitas, 17, que chegou às 8h40 para ficar na fila antes mesmo da Bienal abrir. Para ela, vale a pena esperar horas na fila para ter o autógrafo da queridinha americana.

Acompanhada de amigas, Flavia de Senna, 14, disse que tem o CD da Hilary e veio para acompanhar a visita da cantora à Bienal. A adolescente veio acompanhada da mãe, Marise de Senna, 52, que fez questão de levar a filha à Bienal e esperá-la na fila. “Eu sempre acompanho a minha filha, às vezes vai o pai também”. Flavia estava decepcionada por não ter conseguido a senha que já tinha se esgotado, mesmo tendo chegado às 9h para esperar na fila.

Andrezza Gomes, 16, foi uma das dezenas de pessoas que também não conseguiram pegar a senha para autografar o livro. “Corri e cheguei antes das 9h. Mesmo assim, vamos lutar até o final para conseguir vê-la”, disse Andrezza que estava com outras colegas também indignadas por terem ficado de fora. “Ela é minha diva, eu vou chorar, vou gritar. Preciso vê-la de verdade. Eu tenho uma carta pra entregar para ela em inglês com tudo o que eu sinto por ela”, contou Andrezza ao UOL.

A irmã Tamires Gomes, 14, diz também ser fã de Hilary desde pequena. “Ela canta bem e é boa atriz". Ainda na fila alguns fãs se mobilizaram para protestar pelo fim da entrega de senhas. “Libera! Libera!”

Por apenas uma senha a adolescente Luiza Bitencourt, 17, não conseguiu lugar para a sessão de autógrafos. Foram distribuídas 300 senhas, ela seria a de número 301. “Está todo mundo chateado. Sou fã dela desde os meus 10 anos. Cheguei aqui às 7h. Ela é um exemplo de vida para mim, uma artista referência e carismática”.

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