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"New York, New York" remonta a "Big Apple" da década de 1940 em figurino e repertório

ESTEFANI MEDEIROS

Colaboração para o UOL

02/05/2011 10h37

O ano é 1944. A euforia do pós-guerra se liberta nos clubes noturnos, com danças burlescas e incansáveis noites de diversão embaladas pelas big bands. Assim são apresentadas as primeiras cenas do musical “New York, New York”, adaptado pela primeira vez para o teatro no Brasil.

Com Juan Alba e Alessandra Maestrini nos papéis principais, vivendo o casal Johnny Boyle e Francine Evans, o espetáculo dirigido por José Possi Neto  reproduz a Nova York das décadas de 20 a 40 em cenários, figurinos e repertório musical. Com enredo original de Earl Mac Rauch, foi adaptada pela primeira vez para o cinema em tom dramático pelas mãos do cineasta Martin Scorscese em 1977 e nessa versão ganha ares de comédia romântica.

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De acordo com o idealizador da peça, o maestro Fábio Gomes de Oliveira, a ideia surgiu com sua paixão pelas big bands. “Sempre quis fazer um musical. Há três anos comecei a pensar em como levar as big bands dessa época para o teatro e não me veio outro nome na cabeça além de ‘New York, New York’”.

Escolha do elenco

“Quando vi que o musical era ‘New York, New York’, rejeitei logo de cara. Não queria fazer algo pesado, dramático nesse momento”, afirma a atriz Alessandra Maestrini. “Depois que vi que o roteiro era de comédia, topei. E agora sinto a personagem fluir de uma forma natural, a mais fácil da minha carreira”.

Durante as três horas do musical, Alessandra solta a voz com tons altíssimos em clássicos de Cole Porter como “So In Love” e “Just One of Those Things”, além da versão final de “New York, New York”, de Frank Sinatra. Com dez anos de experiência em grandes musicais como “Os Sete” e “Los Miserables”, a atriz se prepara com aquecimentos vocais e um vaporizador que fica em seu camarim.

Enquanto Alessandra começa a se preparar, cerca de duas horas antes da peça, o ator Juan Alba dá uma volta no backstage e conversa com o elenco e produtores. “Esse é meu primeiro grande musical e estou me divertindo muito. Sempre estive próximo da música e fazer um papel como esses é um presente”. Juan, que interpreta o galã Johnny Boyle faz o saxofonista frustrado que se apaixona por Francine, mas diz que não sabe nada de sax “o máximo que fiz foi pedir umas dicas para um amigo para pegar uns trejeitos, quem toca mesmo é o Cássio Ferreira [um dos músicos da big band do espetáculo]”.

A “Big Apple” da década de 40

Durante a peça, Nova York é remontada por meio de referências,  seja no figurino da época, nas coreografias ou no palco móvel que busca reproduzir a silhueta dos grandes edifícios da cidade. O figurino, coordenado por Miko Hashimoto, foi trazido de brechós nova-iorquinos, onde ela garante que encontrar as peças originais foi mais fácil e barato. “Meu assistente ficou quatro dias em Nova York garimpando em meio de caixas velhas uniformes e tudo que pudesse ser aproveitado. Alguns dos uniformes militares são réplicas originais”.

  • Divulgação

    Imagem dos croquis produzidos pela figurinista Miko Hashimoto

O figurino tem cerca de 400 peças, além de acessórios, perucas e sapatos e ajuda a compor o cenário do espetáculo. “Usamos muitas coisas importadas de lá, mas também aproveitamos camisas e alguns truques para conseguir alinhar as roupas e vestidos”. 

A big band, que fica o tempo todo no palco, é um dos destaques do espetáculo. Com mais de 20 músicos, ela é disposta da mesma forma que aparece no filme de Scorsese e toca as versões das músicas originais de forma impecável. A parte musical também dá conta de costurar a história com a troca de placas que anuncia a mudança de atos -- como a entrada de Carmem Miranda, papel de Juliane Daud, e a estreia de Johnny Boyle na Orquestra.

“Queríamos fazer uma releitura mais leve da peça, aproveitamos muitas coisas do roteiro original, mas não deixamos de improvisar e trazer novidades”, diz o maestro Fábio. Sem a suntuosidade dos musicais da Broadway, “New York, New York” cumpre o papel de ser uma comédia romântica leve, sem grandes diálogos e piadas, mas com estrutura musical digna da época que busca representar. 

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