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"Piadas estão mais lapidadas", diz Rafinha Bastos, que lança DVD e novo show no Risadaria

Da Redação

22/03/2011 18h28

  • Da "Arte do Insulto" a "Apenas uma Boa Pessoa": Rafinha Bastos lança DVD e apresenta novo show no festival de humor Risadaria nesta quinta (24)


O comediante e integrante do "CQC" (Band) Rafinha Bastos, um dos precursores do stand-up comedy no Brasil, lança na próxima quinta-feira (24) o DVD “A Arte do Insulto”, apresentação com a qual ficou em cartaz de 2007 a 2011. O lançamento será acompanhado de uma exibição do show na íntegra pelo YouTube a partir das 22h.

No mesmo dia, durante a sua participação no festival de humor Risadaria (veja a programação do evento), Rafinha apresenta ao público seu novo espetáculo, “Apenas Uma Boa Pessoa”, no qual mantém o estilo despojado que o consagrou, mas com piadas renovadas e, segundo ele, bem mais lapidadas.

Em entrevista por telefone ao UOL, o comediante falou sobre o Risadaria, adiantou como será seu novo show e resumiu em poucas palavras o que acha de algumas personalidades brasileiras.  
 

UOL - Por que lançar um DVD no mesmo dia em que seu conteúdo integral estará na internet?

Rafinha Bastos - O DVD “A Arte do Insulto” será exibido exclusivamente no dia 24 de março, às 22h. Depois só manterei alguns trechos de um ou dois minutos no ar. Ou seja, exibi-lo na internet não interfere na sua comercialização.

UOL - O show “A Arte do Insulto” sai de cartaz para dar lugar ao “Apenas uma Boa Pessoa”, que estreia no dia 24 de março, durante o Risadaria. O que muda?

Rafinha Bastos - O estilo de humor permanece o mesmo, o comediante também [risos], mas sinto que da estréia do show antigo, em 2007, até hoje, o meu humor evoluiu muito. Basicamente o que muda é que as piadas estão melhores.   

UOL - Por falar em Risadaria, como você vê a importância do evento?

Rafinha Bastos - É fundamental para a comédia brasileira. O crescimento do humor levou a sua criação. A moda tem o Fashion Week, nós temos o Risadaria.  

Veja trailer de "A Arte do Insulto"


UOL - A internet ajuda no seu trabalho?

Rafinha Bastos - Quando comecei a me apresentar, em 2004, a internet foi uma grande aliada. Ajudou na divulgação da comédia stand-up que, até o momento, era uma novidade. Hoje em dia acho que este impacto diminuiu um pouco.

UOL - E o fato do público assistir ao seu show antes na rede?

Rafinha Bastos - Acho que não é problema. O pessoal assiste e depois vai ao show do mesmo jeito. Uma coisa não exclui a outra. O público gosta de ouvir a piada pessoalmente. E quando me sinto incomodado com algum conteúdo que postaram sem o meu consentimento, simplesmente o deleto. 

UOL - Você conheceu a comédia stand-up quando morou nos EUA, nos anos 90. Olhando hoje, qual a sua opinião sobre o humor nacional e o norte-americano?

Rafinha Bastos - Recentemente estive lá para observar alguns bares e colher informações para fazer o Comedians [casa de shows de stand-up que mantém com Danilo Gentili] e senti que os nossos melhores comediantes não devem nada aos de lá.    

UOL - Resuma em uma frase sua opinião a respeito das seguintes personalidades:

Hebe Camargo: A piada mais velha do stand-up.
Ronaldo Fenômeno: Já se tornou uma piada antiga.
Bilu, o Extraterrestre: O grande revolucionário interplanetário [risos].  
Suzana Vieira: Uma revolucionária interplanetária com mamilos vesgos.
Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense: Sem comentários. Não quero me aborrecer [Rafinha torce para o Inter].
Brasília: Uma cidade muito interessante, mas muito mal freqüentada durante três dias por semana


2º FESTIVAL DE HUMOR RISADARIA
Quando:
24 a 27 de março
Onde: Pavilhão da Bienal (Pq. Ibirapuera - Ibirapuera, São Paulo - SP. Tel.: 0/xx/11/5539-1115)
Quanto: R$ 30 a R$ 100
 

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