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Reportagem deu voz a migrantes marginalizados, diz vencedor do Rei da Espanha

14/02/2020 20h44

São Paulo, 14 fev (EFE).- O jornalista brasileiro Gustavo Costa, coordenador da equipe que venceu nesta sexta-feira o Prêmio Rei da Espanha de Jornalismo, afirmou à Agência Efe que o documentário "A Besta" dá voz aos migrantes marginalizados que colocam a vida em risco em busca de oportunidades nos Estados Unidos.

A obra, que também teve participação na produção e execução de Romeu Piccoli, Henrique Beirange, Michel Mendes, Fabiana Vilella e Rafael Ramos, foi exibida em julho do ano passado, no programa "Câmera Record", da emissora "Record".

"É um trajeto em que arriscam a vida e correm risco de morrer", explicou Costa, sobre as viagens de famílias que cruzam ilegalmente a América Central em um trem, conhecido como 'La Bestia', em direção aos EUA.

"O mundo passa por um momento muito delicado. As pessoas se deslocam em massa, fugindo da miséria e da fome. É um problema grave, especialmente na América Central, onde existem conflitos políticos ou disputas com cartéis de drogas", completou o jornalista da "Record".

O documentário, segundo Costa, permitiu que pessoas que, habitualmente, estão longe dos olhares de grande parte da população e que deixam tudo para trás para buscar uma vida melhor, sejam escutadas.

"Quando se dá voz a essas pessoas que são marginalizadas, a sociedade e o mundo entendem as dificuldades por que estão passando", disse o vencedor do Rei da Espanha.

A série A Besta ganhou eleição que teve a participação de outros 26 projetos, de sete diferentes países, que participaram na categoria Televisão. Cada vencedor do prêmio recebe 6 mil euros (R$ 28,2 mil), além de um troféu de bronze, obra do artista Joaquín Vaquero Turcios.

"É uma honra para nós. Significa que o jornalismo da 'Record' trabalha em alto nível, respeitando a ética jornalística", afirmou Costa.

Os Prêmios Rei da Espanha são concedidos pela Agência Efe e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), chegaram à 37ª edição, reconhecendo o trabalho de profissionais ibero-americanos.

A honraria teve patrocínio das empresas Suez e Llorente & Cuenca, teve 206 trabalhos inscritos, de 17 diferentes países, entre eles, pela primeira vez, a Guiné Equatorial.

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