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Restos humanos achados em vala comum no Sri Lanka são de antes de Cristo

08/03/2019 13h46

Colombo, 8 mar (EFE).- Os restos mortais de cerca de 330 pessoas achadas desde maio em uma vala comum da cidade tâmil de Mannar, no norte do Sri Lanka e cenário do conflito civil no país (1983-2009), datam de entre 1499 e 1720 a.C., segundo as provas de datação por carbono.

"As datas das seis mostras de ossos enviados para análise remontam a entre século XIV e XVII (a.C.)", explicou hoje à Agência Efe um dos arqueólogos da escavação, Raj Kumar Somadeva Delgahawatta, após receber os resultados dos testes feitos nos Estados Unidos.

Ao saber sobre estas revelações, o juiz de Mannar ordenou hoje a suspensão temporária das escavações até que seja tomada uma decisão sobre o futuro da vala comum.

Desde o começo da escavação em maio passado, dois meses depois que os primeiros ossos foram descobertos ao derrubar um velho edifício do governo, os especialistas recuperaram os restos mortais de 330 pessoas, entre elas 30 crianças, disse à Efe o oficial a cargo do agora sítio arqueológico, W.R.A. Rajapaksa.

"O juiz também convocou uma reunião de todos os interessados, incluindo consultores e pesquisadores, para debater a informação e tomar uma decisão sobre as ações a serem tomadas no futuro. Até esse momento o local da escavação permanecerá fechado", concluiu a fonte.

Os pesquisadores e a Polícia não encontraram provas que apontem para a existência prévia de um cemitério na região.

Esta é a terceira vala comum encontrada na área, sem que as respectivas investigações trouxessem conclusões claras.

Nesta região foram reportados muitos desaparecimentos durante o conflito civil, se bem que o país se caracterize por ter registrado também um grande número delas durante os movimentos insurgentes que o castigaram nas décadas de 70 e 80. EFE

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