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Google e Agência EFE firmam parceria para lutar contra desinformação

06/03/2019 09h19

Madri, 6 mar (EFE).- O Google colaborará com a Agência Efe para promover sua inovação e transformação digital com iniciativas de formação sobre ferramentas digitais, melhoria de recursos tecnológicos e aproveitamento dos novos formatos e plataformas de distribuição de conteúdos noticiários.

A colaboração será realizada durante os próximos meses e incluirá formação proporcionada pela equipe do Google News Lab a profissionais da Agência Efe para o uso de ferramentas úteis em seu trabalho diário de verificação e luta contra a desinformação, assim como no jornalismo de dados e no uso de uma narrativa informativa mais visual.

O acordo oferecerá a esta empresa informativa suporte tecnológico através de servidores e bases de dados, ferramentas de ajuda à edição, análise de dados e digitalização de conteúdo.

O Google, que dividirá, além disso, formação sobre os novos padrões de geração e distribuição de conteúdos, analisará junto à Efe um projeto de digitalização de arquivos históricos da Agência dentro do programa Google Arts&Culture.

O presidente da Agência Efe, Fernando Garea, sublinhou que, para a Agência, "a aliança com o Google é fundamental" e argumentou que "os motores de busca são fundamentais para facilitar que os veículos de imprensa sejam vistos e lidos e redirigir fontes de informação verdadeira e confiável".

"O trabalho conjunto no entorno digital entre agregadores e agências de notícias é o melhor antídoto contra as notícias falsas e a desinformação, onde a parceria, sem dúvida, é melhor que a regulação".

Por sua vez, a diretora-geral do Google Espanha e Portugal, Fuencisla Clemares disse que "oferecer acesso a uma informação veraz e relevante é uma prioridade para Google e uma necessidade para as sociedades democráticas".

Esta multinacional tecnológica espera portanto que a assinatura de sua aliança com a EFE contribua para "seguir trabalhando, mão a mão, pela consolidação de um ecossistema de notícias profissionais e sustentado, adaptado às novas formas de consumo e de vida".

O acordo corresponde ao objetivo do Google de que "o mundo esteja mais e melhor informado", já que as pessoas acodem a este motor de busca para ter acesso a informações nas quais possam confiar e a demanda de jornalismo de qualidade é elevada, mas "o negócio do jornalismo - acrescentou Clemares - está sob pressão e as organizações de notícias enfrentam os desafios de transição ao entorno digital".

Segundo um recente estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as notícias falsas costumam ser mais divulgadas nas redes sociais do que aquelas cujo conteúdo é verdadeiro e, no caso concreto do Twitter, as falsidades são "retuiteadas" ou compartilhadas 70% mais que as verdades. EFE

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