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Parlamento Europeu diz que somente desmentir notícias falsas não é suficiente

21/02/2019 11h35

Lisboa, 21 fev (EFE).- A porta-voz da Unidade de Fake News (notícias falsas) do Parlamento Europeu, Marjory van den Broeke, alertou nesta quinta-feira que desmentir as notícias falsas não é suficiente, porque pode ajudar a estender a mentira, e que é necessário educar a população para que as identifique.

"O mais efetivo é avisar e informar ao povo antes: a alfabetização midiática vai ser muito importante", disse a porta-voz durante a conferência "Combate às Fake News, uma questão democrática", organizada em Lisboa pela agência de notícias portuguesa "Lusa" e a espanhola "Efe".

Van den Broeke defendeu que a ameaça da desinformação "é real" e faz dificulta a tomada de decisões em momentos como processos eleitorais.

"As pessoas não distinguem a mentira da verdade, e dessa forma são suscetíveis ao totalitarismo", afirmou a porta-voz da Eurocâmara, que analisou alguns dos mitos falsos coletados pela imprensa sobre a União Europeia, como por exemplo que iria proibir os bonecos de neve por ser racista.

A conferente fez igualmente um repasse das ferramentas utilizadas pela União Europeia para conscientizar os cidadãos sobre as notícias falsas e ajudar os jornalistas em seu trabalho, como o futuro lançamento de uma rede e um portal para verificar dados que "apresente contexto".

"Temos que ser críveis, não podemos dizer ao povo tolices. Se não, perderemos nossa credibilidade", afirmou.

A UE também está preparando uma conferência sobre o tema para finais de setembro e realiza sessões de formação com jornalistas que visitam o Parlamento.

A conferência sobre notícias falsas, realizada no Culturgest de Lisboa, foi inaugurada pelos presidentes da agência Lusa, Nicolau Santos, e da Efe, Fernando Garea, e contou também com a participação da ministra portuguesa de Cultura, Graça Fonseca, entre outros. EFE

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