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Jornalistas de 8 países ibero-americanos vencem Prêmios Rei da Espanha

31/01/2019 07h04

Madri, 31 jan (EFE).- Jornalistas e veículos de imprensa do Brasil, Espanha, Venezuela, México, Argentina, Bolívia, Nicarágua e Portugal venceram nesta quinta-feira os Prêmios Internacionais de Jornalismo Rei da Espanha, que reconhecem o trabalho dos profissionais ibero-americanos.

O brasileiro Marcelo Magalhães, os espanhóis Francisco Moreno e Conchi Cejudo, a venezuelana Maryelina Primera, o boliviano Roberto Navia, o português Nuno André Ferreira, o argentino Diego Cabot e o nicaraguense Wilfredo Ernesto Miranda foram os vencedores nas categorias tradicionais.

Além disso, a agência brasileira Amazônia Real ganhou o prêmio de Meio de Comunicação de Destaque ibero-americano, enquanto Joaquín López-Dóriga foi agraciado com uma menção honrosa pela sua carreira na televisão.

Esta é a 36ª edição dos Prêmios Rei da Espanha oferecidos pela Agência Efe e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional, do Ministério das Relações Exteriores espanhol, para reconhecer o valor dos comunicadores, e nesta ocasião foram apresentados 200 trabalhos de 18 países ibero-americanos em oito categorias.

O nicaraguense Wilfredo Ernesto Miranda Aburto, da publicação "Confidencial", foi ganhou o Prêmio Ibero-Americano de Jornalismo por um artigo de investigação sobre a repressão dos protestos contra o Governo da Nicarágua, que deixou centenas de mortos no ano passado.

Para o argentino Diego Cabot e sua equipe do jornal "La Nacion" foi o prêmio na categoria de Imprensa, pelo artigo "Os cadernos das propinas" sobre a corrupção durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner na Argentina.

Já o brasileiro Marcelo Magalhães, que havia recebido o prêmio em 2016, ganhou desta vez pela reportagem "Piratas da Amazônia", exibida na "Record TV".

A venezuelana que reside nos Estados Unidos, Maryelina "Maye" Primera, venceu a categoria Jornalismo Digital por uma série de reportagens para a "Univision" e "El Faro", de El Salvador, sobre a migração causada pela violência no Triângulo Norte da América Central.

Conchi Cejudo e sua equipe da emissora espanhola "Cadena SER" ganharam o prêmio de Rádio pela série de reportagens "Vidas enterradas", onde eles tentam resgatar a vida e morte de pessoas assassinadas ou que sofreram represálias durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939) e a subsequente ditadura de Franco (1939-1975).

O jornalista boliviano Roberto Navia Gabriel venceu o Prêmio Especial Ibero-americano de Jornalismo Ambiental e Desenvolvimento Sustentável por um trabalho multimídia, onde denuncia a caça ilegal e indiscriminada de onças-pintadas na Bolívia, e publicada no jornal "El Deber".

Já o prêmio de Fotografia foi para o português Nuno Andrés Ferreira, da "Agência Lusa", por uma imagem do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, tentando consolar um idoso durante uma visita às cidades do centro do país que foram gravemente afetadas por incêndios florestais.

O linguista espanhol Francisco Moreno foi agraciado com o 15º Prêmio Dom Quixote de Jornalismo pelo artigo "A repressão linguística do espanhol nos Estados Unidos", publicado no jornal "The New York Times" em espanhol.

O veterano apresentador de televisão do México, Joaquín López-Dóriga, nascido na Espanha, recebeu uma menção honrosa especial pela sua longa carreira.

Finalmente, a agência de notícias brasileira "Amazônia Real", uma iniciativa sem fins lucrativos voltada para povos indígenas e proteção ambiental, recebeu o prêmio de Meio de Comunicação de Destaque ibero-americano.

O júri dos Prêmios, patrocinados pelo Grupo Suez, é liderado pelo presidente da Agência Efe, Fernando Garea, e formado por outros cinco veteranos jornalistas ibero-americanos e Reino Unido. EFE

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