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Exposição em São Paulo mostra explosão cultural da transição espanhola

11/12/2018 23h16

São Paulo, 11 dez (EFE).- A mostra "Espanha 1975-1985. A Cultura Alternativa da Transição Democrática", que foi inaugurada nesta terça-feira em São Paulo para celebrar os 40 anos da Constituição espanhola, aborda através de fotografias a mudança política posterior ao franquismo e as correntes artística e social de "La Movida".

A exposição, organizada pela embaixada da Espanha no Brasil e pelo Instituto Cervantes, é composta por fotografias da Agência Efe que retratam as transformações no âmbito político e a explosão de criatividade que percorreu a Espanha desde os primeiros anos da transição pós-franquista até meados dos anos 80.

"É uma exposição é oportuna pelo tema e pela época. A Constituição espanhola completa 40 anos e a Constituição brasileira completa 30. Ambos os casos são de reencontros com a liberdade e com a democracia" afirmou o embaixador da Espanha no Brasil, Fernando García Casas, em declarações à Agência Efe.

O percurso fotográfico da exposição exibe, por um lado, a transição política na Espanha após a morte do ditador Francisco Franco e, por outro, alguns dos momentos mais emblemáticos do movimento de contracultura gestado naquela época.

As imagens mostram momentos importantes da história da Espanha, como a tentativa fracassada de golpe de Estado, em 1981, e a volta da obra "Guernica", de Pablo Picasso, a Madri, o que alguns consideraram como o regresso do último exilado.

"A primeira fotografia é a do 'Guernica' quando volta à Espanha e marca esse momento de 'não vamos esquecer o que aconteceu, a tristeza do enfrentamento entre os espanhóis, mas vamos virar a página e nos reconciliarmos'", disse à Efe o conselheiro cultural da Espanha no Brasil, Toribio de Prado Pérez.

As fotos também imortalizam alguns dos maiores expoentes do movimento "La Movida", entre eles o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que retratou essa geração em seus trabalhos.

Além de fragmentos de filmes emblemáticos de Almodóvar e de cartazes dos seus primeiros longas, como "Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão", a exposição aborda o lado musical da época, com imagens de grupos icônicos, como Nacha Pop, Alaska e Mecano.

A mostra ficará aberta ao público no Instituto Cervantes de São Paulo até 25 de janeiro e, além de fotografias, exibirá alguns dos livros que marcaram a redemocratização da Espanha, entre eles os do poeta Vicente Aleixandre, prêmio Nobel de Literatura em 1977.

Participaram da inauguração da exposição, que teve como curadores Juan Jesús Montiel Rosa e Tatiana Barros, o embaixador da Espanha no Brasil; o conselheiro cultural da Espanha; o cônsul espanhol em São Paulo, Angel Vázquez; e o diretor do Instituto Cervantes em São Paulo, Juan Carlos Vidal.
 

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