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"La Casa de Papel" vence Emmy Internacional; Brasil fica sem prêmio

Cena de "La Casa de Papel", da Netflix - Divulgação
Cena de "La Casa de Papel", da Netflix Imagem: Divulgação

Em Nova York

20/11/2018 08h35

A série espanhola "La Casa de Papel" levou nesta segunda-feira o Emmy Internacional na categoria de Melhor Série Dramática durante a cerimônia da 46ª edição da premiação, que reconhece os melhores programas de televisão produzidos e transmitidos fora dos Estados Unidos.

O Brasil concorreu com "Aldo - Mais Forte Que O Mundo", na categoria minissérie - já que o filme foi exibido neste formato na TV Globo, mas não foi premiado. Além disso, houve indicações brasileiras em melhor documentário ("This is Me"), melhor ator (Julio Andrade em "Um Contra Todos"), melhor atriz (Denise Weinberg em "Psi") e programa de artes ("Palavras em Série", da GNT). Todos também ficaram sem estatuetas.

"La Casa de Papel", transmitida na Espanha pela emissora "Attresmedia", enfrentava na sua categoria outras três ficções: "Urban Myths", do Reino Unido, "Inside Edge", da Índia, e "Um Contra Todos", do Brasil.

"Esta é a última parada de um ano incrível e um sonho com o qual nunca tínhamos sonhado", disse à Agência Efe o criador da série, Alex Pina.

"A série está funcionando muito bem em todas as latitudes, de norte a sul, em lugares que nem sequer imaginávamos: Arábia Saudita, Turquia, e, claro, América Latina", acrescentou Pina.

A diretora de ficção da emissora "Attresmedia", Sonia Martínez, confessou que viam à série britânica "Urban Myths", indicada na mesma categoria, como uma séria que poderia arrebatar-lhes o prestigiado prêmio.

"Houve um momento que não tínhamos muita certeza", disse à Efe Martínez, minutos depois de receber a estatueta. "Tínhamos um pouco de medo, mas aí está. É a culminação de muitas horas de trabalho", completou sorridente.

Por sua vez, Pina expressou sua emoção por receber o reconhecimento internacional de "La Casa de Papel", que descreveu como "entretenimento puro" e "quase uma história em quadrinhos em muitos aspectos".

Confira a lista de vencedores

Programa de artes: 
David Stratton's - Story of Australian Cinema (Austrália)
Dreaming of a Jewish Christmas (Canadá)
Etgar Keret: Based on a True Story (Holanda)
Palavras em Série (Brasil/GNT)

Melhor ator
Julio Andrade - Um Contra Todos (Brasil)
Billy Campbell - Cardinal (Canadá)
Lars Mikkelsen - Ride Upon the Storm (Dinamarca)
Tolga Saritaş - Soz (Turquia)

Melhor atriz
Thuso Mbedu - Is’thunzi (África do Sul)
Anna Schudt - Ein Schnupfen hätte auch gereicht (Alemanha)
Emily Watson - Apple Tree Yard (Reino Unido)
Denise Weinberg - Psi (Brasil)

Melhor comédia
Club of Crows (México)
The End of Comedy (Espanha)
Nevsu (Israel)
Workin’ Moms (Canadá)

Melhor documentário
Puck’s World (Países Baixos)
This is Me (Brasil)
Goodbye Aleppo (Reino Unido)
WHO I AM (Japão)

Melhor drama
Inside Edge (Índia)
La Casa de Papel (Espanha)
One Against All (Brasil)
Urban Myths (Reino Unido)

Melhor programa (em Língua não-inglesa, nos EUA)
El Señor de los Cielos
El Vato
Jenni Rivera, Mariposa de Barrio
Sin Senos Sí Hay Paraíso

Melhor programa não-roteirizado
Did you get the Message? (Bélgica)
Masterchef Australia (Austrália)
The Mask Singer (Tailândia)
Top Chef México (México)

Melhor série de curta duração
How to Buy a Baby (Canadá)
Adulthood (Canadá)
Sensible Life of Director Shin (Coreia do Sul)
Una Historia Necesaria (Chile)

Melhor novela
Cesur ve Guzel  (Turquia)
Istanbullu Gelin (Turquia)
Ouro Verde (Portugal)
Paquita La Del Barrio (México)

Melhor filme para TV/minissérie
Aldo - Mais Forte Que O Mundo (Brasil)
Kurara: The Dazzling Life of Hokusai’s Daughter (Japão)
Man in an Orange Shirt (Reino Unido)
Blind Spot (Alemanha)