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Uso de redes sociais em Cuba cresceu 25% no último ano, segundo relatório

01/11/2018 18h23

Havana, 1 nov (EFE).- Cuba registrou um aumento de 25% no uso das redes sociais entre setembro de 2017 e setembro de 2018, quando a população do país passou a acessar mais o YouTube e menos o Facebook, apesar de a ilha ainda permanecer entre as nações mais desconectadas do mundo.

De acordo com um relatório da Global Stats, uma ferramenta de estatística sobre acesso à rede, o acesso ao Facebook em Cuba caiu de 88% em setembro de 2017 para 46,5% este ano. As conexões ao YouTube, por outro lado, cresceram vertiginosamente de 2,46% para 36,18%.

Segundo o estudo, curiosamente os cubanos utilizam mais o Pinterest, uma rede para compartilhamento de fotos que servem de inspiração criativa, do que o famoso Twitter.

O aumento nas visitas dos cubanos ao YouTube coincide com a melhoria da velocidade de acesso na ilha aos produtos do Google (entre eles YouTube e Gmail), após a assinatura de um acordo entre o gigante tecnológico americano e o governo há dois anos.

Esse acordo permitiu a instalação de servidores de armazenamento que reduzem o tempo de carregamento dos conteúdos mais procurados na ilha.

Também aumentou em número e qualidade os youtubers cubanos desde que o governo decidiu abrir centenas de pontos públicos com conexão wi-fi em 2015. Neles milhares de pessoas acessaram pela primeira vez à rede, apesar dos altos preços da conexão em relação aos salários recebidos.

Quase um ano depois da abertura do acesso à rede, em 2016, o atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que seu país foi o que mais cresceu naquele ano no quesito penetração nas redes sociais, com um aumento de 346%.

À época, Díaz-Canel era vice-presidente e afirmou que os números desmentiam os supostos "ataques" internacionais de que a sociedade cubana estava "totalmente desconectada".

Em outubro, em sua primeira viagem aos Estados Unidos desde que assumiu a presidência, há sete meses, Díaz-Canel se reuniu com diretores de grandes empresas de tecnologia, entre elas o Google, que assinaram quatro pré-acordos com entidades estatais cubanas para potencializar os conteúdos na internet.

O Google foi um dos gigantes que manifestaram interesse em entrar no setor das telecomunicações cubano desde que as relações bilaterais foram retomadas durante o governo de Barack Obama, embora até agora a sua presença tenha sido muito limitada.

A companhia se ofereceu há três anos para ampliar o acesso à internet em Cuba, mas a proposta não prosperou.

A conexão livre, rápida e barata ainda é um assunto pendente para Cuba, que registra cerca 5,9 milhões de usuários na internet, segundo dados oficiais, apesar de o país ter 11,1 milhões de habitantes.

O governo tenta atenuar a desconexão com uma "política de informatização" e este ano autorizou a comercialização de internet para dentro das casas, que antes era restrita a profissionais de algumas áreas.

No entanto, as tarifas nos pontos públicos (US$ 1 a hora) e nas casas (de US$ 15 a 70 por pacote de 30 horas) ainda são muito caras para os cubanos, que recebem menos que US$ 30 por mês.

O maior desafio da única operadora de telecomunicações de Cuba, a Etecsa, atualmente é implantar o serviço 3G, o que significaria oferecer pela primeira vez aos cubanos conexão através de dados móveis.

A empresa estatal já fez vários testes para verificar a viabilidade serviço, mas não confirmou quando ele começará a vigorar definitivamente. A previsão é de que entre o fim deste ano e o começo do ano que vem o 3G comece a funcionar na ilha.

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