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Facebook diz ao Senado dos EUA que está "em guerra" contra contas falsas

05/09/2018 14h03

Washington, 5 set (EFE).- A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, afirmou nesta quarta-feira no Senado dos Estados Unidos que a rede social está "em guerra" contra as contas falsas, enquanto o diretor-geral do Twitter, Jack Dorsey, informou que sua empresa identifica cerca de 10 milhões delas por semana.

Em audiência diante do Comitê de Inteligência do Senado, ambos os diretores explicaram aos senadores quais tipos de medidas estão tomando para evitar a interferência de atores externos na política americana, especialmente em relação às eleições legislativas de novembro.

De acordo com Sandberg, a resposta do Facebook à campanha de desinformação russa, confirmada pelos serviços de inteligência americanos, foi lenta demais.

"Fomos muito lentos para detectar isto, e lentos demais para agir. Isso é culpa nossa. Esta interferência foi completamente inaceitável, violou os valores de nossa empresa e do país que amamos", confessou a representante do Facebook.

Sandberg destacou os intensos esforços de segurança que a rede social lançou desde as eleições presidenciais de 2016, prometendo que o Facebook está determinado a combater qualquer tentativa de interferência.

A prioridade do Facebook, segundo Sandberg, é identificar e fechar contas falsas, combater as fake news e aumentar a transparência na publicidade.

"Esses passos não impedirão todos que tentarem agir contra o sistema, mas dificultarão muito mais", comentou.

A diretora de operações do Facebook ressaltou aos senadores que a empresa desempenha "um papel positivo na democracia" e garantiu que a rede social faz todo o possível para "protegê-la", aumentando os sistemas de segurança e de verificação com uma equipe de aproximadamente 20 mil pessoas.

O diretor-executivo do Twitter também reconheceu a importância de abordar este assunto em sua declaração de abertura.

"Sou uma pessoa de poucas palavras e normalmente tímido, mas me dou conta da importância de falar agora. Se não encontrarmos soluções para aos problemas que estamos vendo, perderemos nosso negócio", analisou.

Dorsey insistiu que sua empresa não pode impor aos usuários como conduzir a rede social, enquanto o Twitter tenta encontrar a forma de conter a manipulação com fins políticos em sua plataforma.

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