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Gerente de emissora da Nicarágua está refugiado na embaixada de Honduras

23/08/2018 12h42

Tegucigalpa, 23 ago (EFE).- O gerente da emissora "Canal 10" da Nicarágua, Carlos Pastora, está refugiado na embaixada de Honduras em Manágua e solicitou proteção a essa delegação diplomática, afirmou nesta quinta-feira a chanceler hondurenha, María Dolores Agüero.

"Recebemos o senhor Carlos Pastora com um pedido de proteção à nossa missão diplomática na Nicarágua", indicou Agüero a veículos de imprensa hondurenhos.

A Nicarágua está imersa desde abril em uma grave crise que deixou centenas de mortos durante protestos contra o presidente Daniel Ortega, cujo governo foi acusado na semana passada pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) de perseguir e agredir jornalistas no país.

A chanceler afirmou que a embaixadora de Honduras na Nicarágua, Diana Valados, informou à Secretaria de Relações Exteriores em Tegucigalpa sobre a situação de Pastora, que se encontra na embaixada hondurenha desde uma data que não foi indicada por Agüero.

O Estado de Honduras "está cumprindo com a sua obrigação de proteger esta pessoa que solicitou o apoio da missão diplomática", em uma situação inédita, pois é a primeira vez que uma pessoa solicita proteção na embaixada de Honduras na Nicarágua, destacou a chanceler.

Segundo veículos de imprensa da Nicarágua, o governo tentou na última segunda-feira controlar a política informativa do noticiário "Acción 10" do "Canal 10" através de um emissário político.

A rejeição de Pastora e dos funcionários da emissora fez com que o governo ordenasse uma investigação através da Unidade de Análise Financeira (UAF), de acordo com a imprensa nicaraguense.

A SIP e a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciaram na semana passada que a liberdade de imprensa e expressão na Nicarágua está em "retrocesso" em consequência de uma "campanha de agressão sistemática, sustentada e permanente" por parte do governo de Daniel Ortega.

A denúncia se deu após a SIP, com sede em Miami, e a RSF participarem de mais de 30 de reuniões com representantes da sociedade civil em sua visita à Nicarágua de 13 a 15 de agosto.

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