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A um dia das indicações do Emmy, "Game of Thrones" tenta recuperar a coroa

Divulgação
Maisie Williams como a jovem Arya Stark em "Game of Thrones" Imagem: Divulgação

David Villafranca

De Los Angeles

11/07/2018 17h44

Depois de ficar de fora da cerimônia de 2017 por causa do atraso no lançamento da sétima temporada, "Game of Thrones", a série mais premiada da história do Emmy, quer recuperar este ano a coroa de reconhecimentos no evento mais importante da TV.

A Academia Internacional das Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos anunciará amanhã às 8h25 (horário de Los Angeles, 12h25 em Brasília) os candidatos que concorrerão na 70ª edição do Emmy. A entrega dos prêmios será em 17 de setembro, no Teatro Microsoft.

Depois de ganhar como melhor série dramática em 2015 e 2016 e de se tornar, com 38 estatuetas no total, a série mais premiada na história do Emmy, "Game of Thrones" não participou da festa no ano passado, já que, por questões na produção, a estreia da sétima temporada atrasou e ela não pode ser inscrita para concorrer. O vazio deixado foi aproveitado por "The Handmaid's Tale", baseado no livro "O Conto da Aia" e que levou o prêmio de melhor série dramática, e por "Westworld", que, com 22 candidaturas, foi a mais indicada no ano passado.

Mas os dragões, as batalhas e a fantasia épica não ficariam de lado por muito tempo, e "Game of Thrones" é de novo a grande favorita para as indicações do Emmy. A superprodução da "HBO" conta com muita chance de ficar entre as candidatas a melhor série dramática, ao lado de outras como "The Handmaid's Tale", "Westworld", "The Crown", "The Americans" e "Stranger Things".

Na categoria de melhor comédia, depois de três anos de domínio de "Veep", a ausência nesta edição da série protagonizada por Julia  Louis-Dreyfus dá esperanças a possíveis indicações de "Atlanta", "Glow", "Barry", "Silicon  Valley" e "The Marvelous  Mrs. Maisel". Por outro lado, "American Crime Story: The Assassination of Gianne Versace", "Godless", "The Looming  Tower" e "Genius: Picasso" se destacam nas apostas para as indicações de melhor minissérie, formato que atrai cada vez mais público, como mostrou o contundente sucesso em 2017 de "Big Little Lies".

Num ano marcado pela força do movimento #Metoo e da voz das mulheres contra o assédio sexual em Hollywood, Elisabeth Moss, que ganhou o Emmy de melhor atriz dramática no ano passado por seu personagem em "The Handmaid's Tale", parte com muitas chances de ser indicada, assim como Claire Foy ("The Crown"), Keri Russell ("The Americans") e Evan Rachel Wood ("Westworld"). Entre os homens a expectativa é de que sejam candidatos atores como Sterling K. Brown e Milo Ventimiglia (ambos de "This Is Us"), Freddie Highmore ("The Good Doctor") e Matthew Rhys ("The Americans").

Alison Brie ("GLOW"), Rachel Brosnahan ("The Marvelous Mrs. Maisel"), Allison Janney ("Mom") e Debra Messing ("Will & Grace") são as apostas principais para indicações de melhor atriz de comédia, enquanto Donald Glover ("Atlanta"), William H. Macy ("Shameless") e Bill Hader ("Barry") podem ser os indicados na categoria masculina.

Apesar de tradicionalmente o Emmy atrair menos atenção do que o Oscar, a febre pelas séries de TV e a crescente oferta em plataformas de streaming ajudaram a aumentar de maneira muito significativa o interesse do público. Com gigantes já consolidados como Netflix e à espera de que outros, como Apple, desembarquem na televisão, a oferta não para de crescer e ameaçam saturar o mercado. Conforme um estudo da rede "FX", em 2017, foram exibidas 487 séries originais só nos Estados Unidos, contra as 455 do ano anterior e as 349 de 2013.

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