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Oslo, de "La Casa de Papel", diz estar "maravilhado" com sucesso da série

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"La Casa de Papel" vai voltar para nova temporada Imagem: Divulgação

Santiago (Chile)

28/06/2018 17h26

O ator espanhol Roberto García, que interpreta o sérvio Oslo em "La Casa de Papel", afirmou nesta quinta-feira (28) no Chile que está "maravilhado" com o sucesso que da série na América Latina.

"Vim ao Chile para fazer divulgação da série, quando na Espanha fui apenas em alguns programas de TV e nem estive em ações promocionais. Estou encantado e maravilhado", disse à Agência Efe.

O ator admitiu que a história não teve a mesma repercussão na Espanha, mas disse não saber a razão.

"Casa de ferreiro, espeto de pau. Me perguntei muitas vezes e não sei. Na Espanha as pessoas gostaram, mas, de uma forma geral, não foi o mesmo que na América Latina", explicou.

Oslo é um ex-veterano de guerra que faz parte do grupo que assalta a Casa da Moeda da Espanha. A chegada da série à Netflix transformou a história em um sucesso internacional e na produção mais vista em língua não inglesa da plataforma. A previsão é de que a terceira parte seja lançada em 2019.

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O ator Roberto García como Oslo em "La Casa de Papel" Imagem: Reprodução


Para ele, levar "La Casa de Papel" para a Netflix foi o "trampolim" para ser um fenômeno mundial.

"A série estava na Espanha. Se não fosse comprada por uma empresa como a Netflix não ficaria conhecida, mas ninguém imaginava, nem a Netflix, que poderia chegar aonde chegou. Fugiu ao controle de todo mundo", afirmou.

Aos 44 anos, ele revelou que chegou ao mundo da atuação de forma inesperada, quando teve que deixar a Guarda Civil da Espanha, depois de 21 anos de serviço, por problemas de visão.

"Uma junta médica me aposentou. Tive que procurar alternativas. Aí apareceu a interpretação, que eu sempre gostei, mas não podia dedicar tempo por causa do trabalho", afirmou o ator, que também é proprietário de uma academia em Valdemoro, cidade a 30km de Madri.

A ideia era se dedicar por completo ao cinema e a TV, mas existem limitações pelo porte, que frequentemente só encaixa com papel de valentão ou guarda-costas.

"O meu físico na Espanha não vende. Sou um cara de 115 quilos, com barba e topete. Não sou o espanhol típico, sou o 'antibonito' do cinema e da televisão", concluiu.