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CEO do Twitter publica fotos de Cuba, mas não esclarece se esteve no país

22/06/2018 12h25

Havana, 22 jun (EFE).-O executivo-chefe do Twitter, Jack Dorsey, publicou em seu perfil oficial da rede social várias fotografias das ruas de Cuba, mas não esclareceu se esteve na ilha, o que gerou rumores de que ele teria ido ao país para se reunir com integrantes do governo cubano, que quer ampliar o acesso à internet.

Dorsey postou na quinta-feira uma bandeira cubana em sua conta da rede social e, em seguida, várias fotografias de murais de rua, de "almendrones" - os tradicionais carros americanos dos anos 1950 que ainda circulam pela ilha - e de um pôr do sol atrás das fachadas de edifícios antigos.

A possível presença do CEO da companhia, que soma mais de 300 milhões de usuários no mundo, não passou despercebida para alguns altos cargos do governo cubano como a subdiretora para os Estados Unidos do Ministério de Relações Exteriores, Johanna Tablada, que agradeceu ao executivo a visita.

"Obrigado por vir desfrutar da encantadora Cuba com seu povo único e a luz de seu pôr do sol", escreveu Tablada no Twitter, enquanto o embaixador de Cuba nos EUA, José Ramón Cabañas, tuítou que "as pessoas estão se perguntando se Jack Dorsey está em Havana".

O tweet mais recente de Dorsey, publicado nesta sexta-feira, é um emoji da bandeira do Haiti, o que sugere que ele, após a possível passagem por Cuba, viajou para o país vizinho.

As alusões do principal responsável do Twitter a Cuba acontecem duas semanas depois que o ex-presidente da Google, hoje conselheiro técnico da companhia, Eric Schmidt, se reuniu em Havana com o novo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que é engenheiro eletrônico.

Schmidt viajou para o país caribenho no início deste mês junto com o senador republicano Jeff Flake e, após sua reunião com o governante cubano, disse que a Google quer "fazer mais" em Cuba, cujos empreendedores "necessitam de internet em todas as partes".

Apesar da vigência do embargo dos EUA, as leis americanas permitem os investimentos na área das telecomunicações, uma das medidas executivas que foram aprovadas pela administração de Barack Obama para suavizar as sanções sobre Havana e promover a aproximação, um degelo que agora perdeu força sob o mandato de Donald Trump.

A ilha, que até pouco tempo atrás era um dos países mais desconectados do mundo, está imersa em processo de informatização e de ampliação do acesso à internet que incluiu no último ano o lançamento da conexão residencial, que antes estava vetada para os cubanos, exceto em casos especiais mediante autorização.

Nos próximos meses, espera-se que comece a funcionar o serviço 3G de internet móvel.

O índice anual de desenvolvimento das tecnologias da informação e a comunicação da União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) situa Cuba na posição 166 de 176 países quanto ao acesso e em penúltimo lugar na América Latina, onde só o Haiti tem piores indicadores.

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