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Especialista descobre "primeira obra" pictórica de Da Vinci, datada de 1471

Reprodução
Pintura do Arcanjo Gabriel, de Leonardo da Vinci Imagem: Reprodução

De Roma (Itália)

21/06/2018 10h07

O primeiro trabalho pictórico do gênio do Renascimento Leonardo Da Vinci foi um azulejo datado em 1471 no qual está representado o Arcanjo Gabriel, anunciou nesta quinta-feira o especialista de arte Ernesto Solari, que apresentou a peça em um ato em Roma.

O professor expôs a peça "pela primeira vez ao mundo" em Roma e defendeu a autencidade, que ficou evidente em um estudo de 6 mil páginas realizado durante três anos com diferentes análises técnicas, científicas e históricas.

Trata-se de um azulejo em terracota quadrado, propriedade da nobre família Fenice da Ravello, que foi feito por um jovem Leonardo com 18 anos e meio, explicou.

Sua assinatura, "Da Vinci lionardo LDV", figura no rosto do próprio Arcanjo, parcialmente mimetizada na mandíbula.

"Esta obra é 100% de Leonardo, é a primeira", disse Solari, reputado especialista sobre a obra do gênio renascentista.

A obra, protegida em uma urna e por dois agentes de segurança, tem 20 centímetros de comprimento e largura e 1,2 centímetro de espessura e mostra o rosto, busto e a parte superior das asas de um arcanjo Gabriel de lado, coroado com uma auréola dourada.

O especialista considerou que é a obra mais antiga do gênio que chegou até nossos dias e conta com sua primeira assinatura, da esquerda para direita e coberta pela última camada de cozimento do azulejo, o que demonstra que não foi falsificada posteriormente.

Por outro lado, antecipou que "com muitíssima probabilidade é um autorretrato de Leonardo, o primeiro em absoluto", segundo a comparação com a sequência de outros retratos.

A grafóloga Ivana Rosa Bonfantinio explicou que para o estudo da assinatura foi empregada a mesma técnica que para os tribunais e destacou que, com base nos resultados, "podemos afirmar que é a primeira obra realizada e assinada por Leonardo Da Vinci, em 1471".

O professor Solari disse que o valor desta obra "não é estimável" ao ser a primeira e opinou que o Estado deveria adquiri-la para mostrá-la ao público.

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