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Academia de Hollywood expulsa Bill Cosby e Roman Polanski

03/05/2018 16h15

Los Angeles (EUA), 3 mai (EFE).- A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou nesta quinta-feira em comunicado que, após uma votação, decidiu expulsar do grupo seus membros Bill Cosby e Roman Polanski por não cumprirem as normas de conduta da organização.

A decisão, tomada pelos membros da junta diretiva da entidade, é divulgada poucos dias depois de o comediante americano ter sido declarado culpado de três crimes de abuso sexual.

Cosby, ícone da cultura popular dos Estados Unidos, foi declarado culpado no último dia 26 de abril, em um julgamento repleto de simbolismo, por ser o primeiro de uma celebridade desde a eclosão do movimento "Me too".

Os crimes pelos quais o ator foi declarado culpado são penetração sem consentimento, penetração enquanto a vítima está inconsciente e penetração após o fornecimento de um entorpecente.

Mais de 60 mulheres acusaram Bill Cosby de abusar sexualmente delas entre os anos 1960 e 2000, embora esses casos não tenham prosperado por terem prescrito e só tenha sido levado a julgamento o da canadense Andrea Costand.

Polanski, por sua parte, está acusado nos Estados Unidos de ter violentado Samantha Geimer, que tinha 13 anos no momento do caso, em 1977, embora a mulher há anos afirme que perdoou o diretor e quer fechar o caso.

Posteriormente, apareceram outras acusações de mulheres contra o cineasta, como a de Marianne Barnard, que garantiu que foi abusada sexualmente pelo diretor durante uma sessão fotográfica.

Em agosto do ano passado, outra mulher, identificada como Robin M., denunciou publicamente em Los Angeles que Polanski abusou dela em 1973 quando era uma adolescente de 16 anos. Em 2010, foi Charlotte Lewis quem acusou o diretor por abusos.

O diretor se declarou culpado no caso de Geimer, mas fugiu para a Europa antes de receber sua condenação.

Polanski, de 84 anos, apresentou no ano passado uma série de documentos para retornar aos Estados Unidos e encerrar o caso sem ter de passar pela prisão, mas um juiz de Los Angeles rejeitou sua proposta.

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