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Família de George Michael pede que fãs retirem tributos diante de suas casas

Neil Hall/Reuters
Fãs deixam flores, cartas e velas na porta da casa do cantor George Michael, em Londres Imagem: Neil Hall/Reuters

Em Londres (Inglaterra)

02/05/2018 10h02

A família de George Michael pediu nesta quarta-feira que os fãs do cantor britânico retirem as homenagens depositadas diante de seus imóveis, em Londres e Oxfordshire, desde sua morte em 25 de dezembro de 2016.

Em uma carinhosa mensagem no site oficial do cantor, suas irmãs, Melanie e Yioda, seu pai Jack e o amigo David Austin afirmam que é preciso devolver "ao seu simples estado anterior" as fachadas das casas no bairro londrino de Highgate e na população de Goring.

Às portas de ambas casas se acumulam há mais de um ano ramos de flores, fotos emolduradas e outros objetos deixados por pessoas chegadas de todas partes do mundo.

"Ficamos comovidos com os vários tributos realizados para lembrar Yog (como era chamado o cantor de origem greco-cipriota, cujo nome de nascimento era Georgios Kyriacos Panayiotou), que nos lembram quanto era amado e quanta falta faz", dizem no comunicado.

"No entanto, sentimos que não podemos esperar que nossos vizinhos de Highgate e Goring sigam aceitando com normalidade que as lembranças que são tão pessoais para vocês sigam onde estão por mais tempo", acrescentam.

A família pede aos interessados que retirem as oferendas antes do fim de semana de 26 e 27 de maio, deixando as que desejam que eles conservem, e antecipa que planejam realizar melhorias na muro e os jardins das propriedades.

Os signatários lembram que "Yog gostava de privacidade, suas casas eram verdadeiros refúgios para ele (típico Câncer!)" e apontaram que não gostaria de "incomodar ou acabar com a calma que tanto apreciava".

Os parentes sugeriram às pessoas que queiram homenagear George Michael que se ofereçam como voluntários ou doem dinheiro a uma das organizações preferidas do artista.

A autópsia realizada após a morte determinou que o cantor, de 53 anos, faleceu por "causas naturais" - uma "cardiomiopatia dilatada com miocarditis" - em sua mansão de Goring, onde foi encontrado por seu companheiro, o libanês Fadi Fawad.

Michael vendeu durante sua carreira mais de 100 milhões de álbuns no mundo todo e foi uma das estrelas mais reconhecidas do mundo pop das décadas de 80 e 90, primeiro como integrante do grupo "Wham!" e depois em carreira solo.