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Ashley Judd processa Harvey Weinstein por difamação e assédio sexual

01/05/2018 12h07

Washington, 1 mai (EFE).- A atriz americana Ashley Judd, que no final do ano passado foi das primeiras mulheres a levantar a voz contra o assédio sexual dentro do movimento #MeeToo, revelou nesta terça-feira que denunciou o produtor Harvey Weinstein, acusado de difamação e assédio sexual.

"Perdi oportunidades profissionais. Perdi dinheiro. Perdi status e prestígio e poder sobre a minha carreira como resultado direto de ter sido assediada sexualmente e de ter rejeitado esse abuso sexual", declarou Judd em entrevista ao programa "Good Morning America" do canal de televisão "ABC".

Segundo relatou então a atriz, que nos anos 90 chegou a ser um dos rostos mais reconhecidos de Hollywood, o produtor tentou assediá-la durante um encontro de negócios que aconteceu em um hotel de Beverly Hills (Califórnia), em 1997.

Perante a recusa de Judd, Weinstein começou então, segundo ela, uma campanha de difamação na indústria cinematográfica para impedir que tivesse acesso a papéis importantes.

"As minhas oportunidades profissionais, depois de ter sido difamada por Harvey Weinstein, reduziram significativamente... A minha carreira foi prejudicada porque rejeitei as insinuações sexuais do senhor Weinstein. Sei que isto é um fato", insistiu a atriz, de 50 anos.

Há meses, após a revelação destas declarações, o diretor Peter Jackson reconheceu que há anos, pouco antes de começar a rodagem da longa-metragem "O Senhor dos Anéis", Weinstein o contatou para desaconselhá-lo a contar com Judd no elenco de um filme que acabaria sendo um dos maiores sucessos de bilheteira da história.

Segundo disse a atriz, a única coisa que procura com a ação judicial é que "Weinstein preste contas" pelos seus atos já que, segundo garantiu, qualquer compensação econômica que possa receber será doada ao fundo de defesa legal "Time's Up", movimento contra o assédio sexual criado por centenas de atrizes e produtoras de Hollywood.

Aos 66 anos, Judd viu sua carreira afundar por causa das alegações sobre suas ações e foi acusada de ter mantido uma conduta abusiva contra as mulheres durante décadas.

A gravidade destas acusações levou a produtora que ele mesmo criou junto com seu irmão Robert, The Weinstein Company, a demiti-lo em outubro deste ano, mas esta medida não colocou freio à grave crise que atingiu a empresa, que em março declarou falência.

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